
Ernesto Bento Figueiredo dos Santos deixou Angola para estudar no Brasil, mas morreu antes de concluir seu mestrado em Relações Internacionais na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Agora, sua família enfrenta uma dificuldade ainda maior em meio ao luto: reunir os recursos necessários para levar o corpo do jovem de volta ao país de origem, onde sua mãe deseja se despedir dele. Sensibilizados com a situação, amigos criaram uma Vakinha para ajudar no traslado do corpo de Ernesto até Angola, com meta de R$ 30 mil.
A morte do estudante também causou comoção entre seus colegas e professores. Enquanto a comunidade acadêmica lamenta a perda, a arrecadação busca ajudar a família a enfrentar os custos de uma despedida que depende de uma viagem internacional.
Formado pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Ernesto cursava mestrado em Relações Internacionais na Unifesp.
Além de pesquisar as relações entre Brasil e Angola, também era produtor musical.
Em uma nota de pesar publicada em 16 de outubro, professores e estudantes do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Unifesp lamentaram sua morte e destacaram as lembranças deixadas pelo colega.
A homenagem recorda sua participação na vida acadêmica, as conversas e os momentos compartilhados com amigos.
Para a família, que permanece em Angola, a perda trouxe outra dificuldade: a necessidade de organizar o retorno do corpo de Ernesto para que ele possa ser sepultado em sua terra natal.
Segundo a descrição da arrecadação, o desejo da mãe é que o corpo de Ernesto seja levado de volta a Angola, permitindo que a família realize a despedida e o sepultamento em seu país de origem.
Mas o traslado internacional envolve despesas que os familiares e amigos estão tentando reunir por meio de doações.
A campanha informa que o transporte do corpo custa aproximadamente R$ 28 mil. Considerando também as taxas da plataforma, os organizadores estabeleceram uma meta de R$ 30 mil.
A Vakinha criada para custear o traslado de Ernesto foi organizada por Wilton Pedro Serrote, em benefício da família do estudante.
Para quem perdeu um filho tão longe de casa, a arrecadação representa a possibilidade de realizar a despedida junto aos familiares.
A morte de Ernesto interrompeu sua trajetória acadêmica e deixou lembranças entre as pessoas que conviveram com ele no Brasil.
Na Unifesp, colegas e professores manifestaram solidariedade à família e prestaram uma homenagem à sua memória.
Agora, a mobilização busca transformar esse carinho em apoio financeiro para o traslado.
Quem deseja contribuir pode realizar uma doação diretamente pela campanha. Compartilhar a história também ajuda a levar o pedido de solidariedade a outras pessoas.
Ernesto veio ao Brasil para estudar e construir uma trajetória acadêmica. Após sua morte, amigos e familiares se unem para que ele possa retornar a Angola. Quem deseja participar desse último gesto de solidariedade pode contribuir para a Vakinha de Ernesto e ajudar sua família a realizar a despedida.