
Você entra numa nova empresa: local de trabalho, pessoas da equipe, processos e desafios novos, tudo, absolutamente tudo é novo! Ao longo do tempo, você estabelece novas relações profissionais e é muito natural que, diante de pontos em comum, você transfira essa relação de companheirismo no trabalho para uma amizade sincera fora dele.
Se formos considerar que passamos, em média, 62% do nosso tempo acordado com as pessoas do trabalho, nos dedicamos mais às relações profissionais que a nossa família. E, com o mesmo sentimento fraterno dedicado aos familiares, estabelecemos laços com os amigos do trabalho, que viram amigos para uma vida inteira!
E então, numa reestruturação, numa mudança de liderança, de posicionamento da empresa, diante de uma crise ou tantos outros cenários, vemos o nosso amigo encerrar a relação de trabalho com a empresa.
E, por necessidades e atividades do dia-a-dia, o contato fica mais raro. Contudo, a amizade se mantém tão forte quanto, não é mesmo?!
Quantas vezes você passou por isso? Diversas vezes, tenho certeza! Mas, diante de um cenário atual de difícil recolocação, o quanto você se coloca disponível para ajudar ao próximo?
São tantos questionamentos acerca desse assunto, que se formos desdobrar, viraria um "caderno de perguntas"!
O objetivo é apenas nos fazer refletir em quanto conseguimos, através de gestos e interesse genuíno no próximo, contribuir para que esse período de recolocação seja o menos angustiante para o outro.
Em nosso ciclo, nos deparamos com muitas histórias de pessoas que estão em busca de recolocação. E hoje, quero chamar atenção para uma pessoa, a Marta*!
Estava trabalhando numa empresa que estava entrando em falência. Uma oportunidade surgiu e aceitei. Ao chegar no meu primeiro dia de trabalho, me senti um pouco mais confortável que o habitual porque eu conhecia algumas outras pessoas do mercado. Ao longo da semana, pude me aproximar da Marta. Observei que Marta era uma profissional com uma habilidade ímpar em se concetar com as pessoas, sem medo de ter conversas duras, sempre com o propósito de trazer o melhor resultado para a Operação, através das pessoas. Muitas vezes, Marta tomava decisões que cabiam aos líderes, mas sempre decisões muito assertivas. E chegou o dia em que Marta foi desligada. Hoje, um ano após seu desligamento, Marta ainda está desempregada, com dois filhos adolescentes e um aluguel para pagar.
As despesas que não cessam quando a receita deixa de entrar. E, por isso, tive a iniciativa em criar a campanha para ajudá-la e estou muito empolgada com ela. Seria incrível se você pudesse doar para ajudá-la! Apenas 20 reais já faria toda a diferença. Seria possível?
*O nome foi alterado pois - por ser uma iniciativa minha - preferi não expôr minha amiga!