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VAVÁ BIKE

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VAVÁ BIKE
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Bom, vou contar um pouco sobre esse rapaz, o que conheço em quase 10 anos de convivência.

Desde os 18 anos trabalha e quando assumiu essa função virou arrimo de família. Mais velho de três filhos de Dona Carminha (vulgo dona Calminha – quem conhece os filhos entende o porquê!),  passou a boa época dos 20 anos e até hoje trabalhando e ajudando em casa, os irmãos, os bichos de rua, a família, os amigos... Enfim, tudo que cruza seu caminho. É daqueles que tem sempre um sorriso no rosto – e uma língua que teima em aparecer – não importa o dia e as dificuldades. P.S: os gritos ele deixa pra mim!

Provavelmente por viver sob pressões de responsabilidades mil, final de semana (e porque não durante a semana) não queria saber de outra coisa que não rua e bebida. Não, não a nível alcoólatra, tá, mãe?? Mas nível “onde desliga essa bateria?”. Não posso dizer que ele era sedentário, sempre foi de praticar algum esporte, mas nada que fizesse ele ter o amor e despertar a disciplina para isso. Jogava futebol alguns poucos dias no mês – era mais uma desculpa para se reunir com os amigos do que efetivamente se exercitar -, tentou tênis, squash, entrava na academia exclusivamente para enricar os donos, etc. Sempre começava com a empolgação característica dos iniciantes, mas logo logo abandonava como quem quer fugir de um barco afundando... Até que um dia comecei a falar para ele tentar a corrida: esporte que não requer nada além de um bom tênis e disposição. Mas como Vavá é 8 ou 80, ele não se contentou com meias maratonas, e começou o triathlon!

Acho que não estarei errada em dizer que essa é a primeira vez, depois do polo que ele praticou na época de colégio, que ele se dedica com amor a algum esporte. Mas um amor e determinação que não sabia que ele poderia ter. E essa é a vantagem de se relacionar com Vavá: quando acho que o conheço por inteiro, ele vem e me mostra que ele pode ser mais.

Devo admitir que no início achei que seria igual a todas as outras vezes, que ele abandonaria depois de alguns meses. Esse era inclusive o comentário na roda de amigos... Mas já são quase 2 anos nesse ritmo e cada dia que passa vejo um Vavá muito mais determinado e centrado. Um cara que hoje abdica de uma cerveja porque no dia seguinte tem que acordar cedo para cumprir a tabela de treino do Coach, que moldou sua vida em função do esporte... De quebra, no meio desse caminho, encontrou pessoas que hoje são amigos mesmo. Que compartilham das dores, das vitórias, que entendem toda essa loucura de treinar às vezes 2x por dia, e o mais importante: que acreditam nele.

Vavá é o cara que pode não te conhecer direito, mas vai te chamar para ir na casa dele assistir um jogo ou tomar um café feito por dona Calminha; vai te ajudar no que você precisar sem sequer esperar que você faça 1/3 de volta; vai ajudar financeiramente alguém que precise ainda que esteja em igual dificuldade; enfim, o coração que ele tem nem sei como cabe no peito.

E aí entra uma série de coincidências que preciso compartilhar, que foi quando essa ideia surgiu. Num belo dia, acordei de supetão no meio da noite (o que é raro de acontecer) com um pensamento: comprar uma bike para Vavá de aniversário (que é agora dia 1° de Agosto).

Não sei se todos sabem, mas triathlon é um esporte caro: ter uma bike e acessórios apropriados custa muita grana, coisa que não temos, ainda mais esse ano que está sendo um ano de muita abdicação por conta da compra de nosso apê. Sabíamos que seria assim, que teríamos que fazer escolhas e escolhemos investir num sonho, tendo que deixar de lado alguns outros... Várias vezes surgiram oportunidades de comprar bike que algum amigo estava vendendo, mas sempre ponderávamos e víamos que não dava. E sempre aquela cara de gato de botas no rosto dele... Jesus. A bike que ele usa hoje não é dele, é de um primo que não usava e a emprestou. Não é a apropriada para o esporte. E o tanto que ele já gastou nessa bike... Acho que contamos nos dedos os dias que ele foi treinar e não voltou com alguma coisa precisando ajustar ou trocar. Galera do tri clube que o diga!

 Então, comprar com recursos próprios não rolava. A ideia era pedir a ajuda dos amigos e família. Mas isso precisaria envolver muita gente e eu, honestamente, sou um poço de timidez. Chamei, então, minha parceira de crime: Den, minha irmã do coração. E também quem entendesse de bike: cunhas Sinho!

Procuramos saber preço de bike, pesquisamos, perguntamos. A nova seria um valor bem alto para despender. Encontramos uma usada, mas quando sondei com Vavá sobre essa bike, ele não deu boas referências. Então, apesar de ter o plano, colocar em prática sem o produto do plano não rolava.

Nesse mesmo dia comentei com Den que tinha desempolgado... A bike que pensávamos em comprar não era nem de longe a que ele queria. Procuramos no mercado livre, OLX, mas como cunhas ponderou, comprar uma bike cara que está em outro estado seria arriscado demais. E fora que não teríamos a facilidade de dividir, se precisássemos. Desisti.

E antes mesmo de pensar direito sobre a decisão de abandonar o plano, Vavá me manda uma mensagem dizendo que Henrique do tri clube estava vendendo a bike dele... Infelizmente por questões do trabalho ele teria que dar um tempo nos treinos. Uma bike com menos de 4 meses de uso, com garantia vitalícia (importante se analisado o histórico de Vavá!), do tamanho dele, fodástica, que ele estava pedindo uma entrada e dividiria se ele quisesse... Era sinal!

Den então catou Henrique pelo face (eu não tenho face), encontrou e mandou uma mensagem que respondeu quase que imediatamente e topou nossa loucura. E eu só tenho a agradecer, muito obrigada, Henrique! E não se preocupe que te pagaremos! Rsrs

Portanto, a proposta é a seguinte: vamos ajudar Vavá a fazer o Challenge em Maceió dia 23 de agosto de bike nova!

 

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