
O fascismo possui forte componente econômico e social. A desagregação de estruturas rígidas (família, patriarcado, religião) e a ascensão de novos protagonistas sociais fazem os antigos “donos” dessa sociedade partirem para um estágio de agressividade ainda maior, utilizando-se de todo o privilégio que desfrutam. Quando ele surge originalmente no contexto pós crise de 1929 é para reorganizar o capitalismo e as elites europeias sob um Estado autoritário, racista, higienista e especialmente anticomunista, ideologias pelas quais as classes dominantes brasileiras nunca esconderam sua atração.
É neste contexto que a luta antifascista se faz muito importante, porém, deve ser feita também sem ilusões. Ela muitas vezes pode soar como inglória e estará sempre na contramão do Estado, que, em uma sociedade capitalista, é instrumentalizado para servir a interesses da classe dominante, o que por sua vez, em momentos de crise aguda do capitalismo, assume moldes fascistas, agindo violentamente contra a população, retirando direitos, e utilizando a força do aparato policial para oprimir aqueles que se insurgem contra injustiças e desmandos.
Qualquer doação será bem vinda.