
Olá!
Meu nome é Gabriel Reis, sou pesquisador e filósofo da religião, e há bastante tempo tenho trabalhado e me esforçado muito para conseguir uma bolsa de doutorado nos Estados Unidos. Apesar da realidade de pobreza de minha família e cidade natal, Duque de Caxias, sempre me esforcei muito para alcançar e aproveitar todas as oportunidades de crescimento acadêmico, pois acredito que a educação é o maior meio de transformação social, o que tem se provado real em minha vida.
No começo desse ano, a Universidade de Saint Louis (SLU), uma das melhores na minha área de pesquisa, me ofereceu uma vaga para estudar e trabalhar como professor em meio período a partir de agosto de 2023.
Minha esposa, Dafne, e eu estivemos nos preparando bastante para mais essa aventura. No entanto, alguns desafios inesperados foram aparecendo ao longo do caminho. Fora o desafio emocional de estar longe de tudo e todos que conhecemos por 5 anos, os desafios financeiros tem sido os mais difíceis de superar.
Além de ter permissão de trabalhar apenas em meio período (ou seja, receber apenas meio salário), eu só começarei a receber depois de 1 mês de trabalho, o que significa que teremos que viver o primeiro mês em dólares por nossa própria conta.
Apesar de eu ter conseguido uma bolsa, ainda existem taxas que eu preciso pagar à Universidade para poder começar a estudar. E existem, também, documentos pagos que vamos precisar fazer quando chegarmos por lá, como a permissão de trabalho da Dafne, pra ela poder conseguir uma fonte de renda extra.
Outro grande desafio foi encontrar um lugar para morar que conseguíssemos bancar. Os alugueis de apartamentos ou casas mobiliados estavam muito além do nosso orçamento, então tivemos que optar por um studio não-mobiliado. Isso significa que vamos precisar comprar os móveis e utensílios, pelo menos os básicos, assim que chegarmos lá. Levar coisas daqui não é uma opção. Só podemos levar 1 mala cada um, e elas já estão cheias.
Para completar as preocupações, recentemente descobrimos que nossa família vai aumentar e não contávamos com todos os gastos e a ansiedade que um bebê gera. Os EUA tem a saúde mais cara do mundo e não existe hospital público gratuito (como o SUS aqui do Brasil). A universidade pagará um seguro de saúde para mim, mas o da Dafne e do bebê (que são obrigatórios) serão por nossa conta. Além disso, o seguro saúde não cobre o valor total dos gastos, mas funciona em um sistema de coparticipação. Ou seja, mesmo com o seguro, ainda teremos muitos gastos médicos. Fora o valor de todo enxoval e das fraldas em dólares, né? Como dissemos, não dá pra levar nada daqui.
Com certeza, a oportunidade de morar, estudar e trabalhar nos EUA, com os melhores professores e pesquisadores da minha área, fazem a experiência valer a pena, mesmo com todos os desafios. Mas eles não deixam de existir. Fizemos uma estimativa de quanto precisamos para começar essa nova vida nos EUA, e, infelizmente, o valor que conseguimos juntar não chega perto do total.
Por isso, viemos aqui compartilhar um pouquinho da nossa história com vocês e pedir a quem puder, que contribua com a realização desse sonho. Qualquer valor ajuda e qualquer ajuda é bem-vinda! Contamos com vocês, de coração grato!