
Com o objetivo de ajudar animais abandonados, que sofrem maus-tratos e doentes, o abrigo de animais unidos pelos pets, localizado imbariê duque de caxias, busca ajuda nas redes sociais para continuar o trabalho de proteção a animais.
O abrigo, que existe desde 2007, conta hoje com 97 cães e 13 gatos sob os cuidados de Cleide e Debora, as fundadoras do unidos pelos pets.
Todos os animais passam por uma avaliação veterinária quando chegam ao abrigo, a fim de verificar o estado de saúde do pet.
Na maioria dos exames de hemograma é identificada a hemoparasitose (doença do carrapato) nos animais assim que chegam ao local. É transmitida pelo Rhipicephalus sanquineus, que se aloja no corpo do cachorro e se alimenta de sangue.
Em seguida, são vermifugados, castrados e vacinados, antes da liberação para a adoção. O processo de aquisição é feito por meio das redes sociais (Instagram e Facebook) ou em feiras.
Segundo ( Cleide e Debora), a manutenção do abrigo depende de doações e, na maioria das vezes, é custeada por elas. Além disso, o abrigo conta com voluntários para higienização dos canis e veterinários para a realização de exames e cirurgias.
"Realizamos campanhas para sensibilizar as pessoas com o trabalho, sobretudo para doações de rações, agasalhos, toalhas, fraldas descartáveis, medicamentos e produtos de limpeza" , conta Elas. No abrigo, são consumidos cerca de 800 kg de ração por mês, sem contar as medicações etc...
"No início, o resgate era de cães doentes, idosos ou com filhotes. Entretanto, com o alto número de animais no decorrer dos anos, não tenho como continuar o resgate nas ruas. Atualmente, recebo quando as pessoas me procuram e falam a situação de risco ou de sofrimento. Depois tratamos e colocamos para adoção", diz As Fundadoras desse linda iniciativa.
Ela pontua que as pessoas devem mudar o conceito e aprender a valorizar os animais abandonados. "Aqui, cada animal que é adotado, acolhemos outro no lugar", diz.
Para elas, a falta de políticas públicas para os animais de rua motivou a criação do abrigo. "No início, eu comecei a cuidar deles em um espaço muito pequeno. Com o tempo, percebi que precisava de um local maior, onde fosse possível abrigar mais deles", diz as cuidadoras.