
Oi, gente.Obrigada por dedicar um tempo para conhecer a minha história.
Meu nome é Alana e, aos 16 anos, fui expulsa de casa após minha mãe se casar novamente. A partir desse momento, passei a enfrentar muitas dificuldades para ter um lugar estável para morar e para continuar meus estudos. Mesmo com muito esforço, percebi que, sem apoio e sem estabilidade, seria quase impossível me preparar para o vestibular no Brasil.
Foi então que decidi ir para a Argentina. Peguei um ônibus, me matriculei na Universidade de Buenos Aires e comecei a estudar. Sem condições de pagar aluguel, morei por um período em hostels, trabalhando em troca de cama e comida. Dessa forma, consegui cursar cerca de quatro anos da minha formação universitária.
Apesar de ter sido uma experiência de muita aprendizagem, viver em hostels por tanto tempo não era seguro nem saudável. Presenciei situações difíceis, como violência e uso excessivo de drogas por parte das pessoas que lá moravam. Depois disso, morei em uma casa de aluguel muito barato, mas em condições precárias: o local tinha infestação de baratas, problemas estruturais graves e até vazamento de gás. Permaneci ali por cerca de um ano, por não ter outra alternativa.
Mesmo diante de todas essas dificuldades, sempre levei meus estudos muito a sério. Nunca obtive notas abaixo de 8 e fui uma aluna dedicada. Ainda assim, por motivos financeiros, não consegui concluir minha graduação. Faltam dois anos para finalizar esse sonho que, até hoje, segue muito vivo. Todas as noites, de alguma forma, sonho que estou voltando para Buenos Aires.
A educação sempre foi meu caminho de transformação. Tenho o sonho de criar uma escola de português para estrangeiros e de ajudar imigrantes a se adaptarem à cultura brasileira, assim como eu precisei me adaptar tantas vezes ao longo da minha trajetória.
Esta vaquinha existe para me ajudar a custear o aluguel e conseguir, finalmente, concluir meus estudos. Qualquer apoio — seja financeiro ou por meio do compartilhamento — já faz uma enorme diferença.
Obrigada por ler e por acreditar na educação como ferramenta de mudança.