
Meu nome é Matheus Lopes, tenho 30 anos e sou de Cascavel (PR). Antes de mais nada, quero agradecer por você dedicar alguns minutos do seu dia para conhecer a minha história.
Em 2017, minha vida virou de cabeça para baixo. Fui atropelado por um motorista que invadiu a contramão e fugiu, sem prestar socorro. Fiquei gravemente ferido. Múltiplas fraturas, hemorragias... Passei dias no CTI, sedado, enquanto lutava pela vida. Enfrentei cerca de 14 cirurgias e anos de fisioterapia. Em um momento, precisei lidar com uma perna que ficou quase cinco centímetros mais curta e entrei em um tratamento extenso de reconstrução óssea.
A recuperação foi um processo lento, doloroso e repleto de desafios. Até hoje convivo com sequelas permanentes: artrose no tornozelo, rigidez no joelho, perda muscular e dores constantes. E como se tudo isso não fosse o suficiente, perdi minha mãe, que sempre foi meu maior apoio. Ela partiu antes de me ver reaprender a caminhar sem muletas.
Mas eu não desisti. Consegui voltar ao trabalho, fui aprovado em uma bolsa do ProUni para cursar Psicologia e fui reconstruindo minha vida, passo a passo. Ganho pouco, algo em torno de 1700 reais líquido por mês e, mesmo assim, tento fazer o que posso para me organizar e seguir em frente. Cada pequena conquista sempre tem um significado enorme para a minha vida.
Uma delas foi quando consegui comprar um Honda Civic automático 1998. Inicialmente, poderia parecer apenas um carro antigo, mas para mim, representava liberdade. Por causa das sequelas do acidente, dirigir um carro automático me deu a autonomia que eu precisava para trabalhar, estudar e ir ao supermercado, sem depender de outras pessoas.
Entretanto, há pouco tempo, o motor do meu carro apresentou um problema sério. O conserto custou bem mais do que eu poderia arcar e, sem alternativas financeiras, fui obrigado a voltar a usar uma motocicleta. Depois de tudo o que passei, voltar a subir em uma moto é como enfrentar um medo que eu pensei que nunca mais precisaria sentir. Em dias de chuva, muitas vezes preciso pedir carona a amigos para tarefas simples, pois a insegurança de pilotar nessas condições é alta.
E é por isso que estou aqui. Esta vaquinha não é apenas para realizar um sonho, mas para recuperar, novamente, algo que levei anos para conquistar: a minha autonomia e a minha segurança. Iria me ajudar muito eu conseguir comprar outro carro automático para continuar trabalhando, estudando e vivendo sem ter que me submeter novamente ao uso de uma moto por causa de questões financeiras.
Se você puder contribuir, independentemente do valor, ou compartilhar esta campanha, estará fazendo parte da minha história de recomeço.
Muito obrigado por ter lido até aqui e por qualquer ajuda que puder oferecer. 🙏🏻