
Sou gestora voluntária do Projeto Centelha, cujo objetivo é atender crianças que não foram alfabetizadas no período de pandemia, que são de baixa renda e moradora da região da Estrutural – Brasília/DF.
Uma de nossas alunas, de 8 anos de idade, está vivendo a situação que descrevo abaixo:
A família se encontra em situação de extrema vulnerabilidade social, moradia precária para habitação e segurança familiar, vítimas da exclusão e injustiça social, favorecendo o desequilíbrio total da mãe e 4 filhos – 14 anos, 13 anos, 8 anos e 2 anos. O pai das crianças faleceu com idade de 43 anos após sofrer um AVC.
A situação socioeconômica é o fator que mais tem contribuído para a desestruturação da família. Ameaçados e violados em seus direitos fundamentais, a pobreza, a miséria, a falta de perspectiva de um projeto existencial que vislumbre a melhoria da qualidade de vida, impõe a toda a família uma luta desigual e desumana pela sobrevivência.
A família mora na chácara Santa Luzia, invasão da Estrutural, atrás da AC Coelho, em um lote com a medida de: 8.40m X 11.80m.
A família é acompanhada pelo Conselho Tutelar da Estrutural, que conhece de perto a situação e entende que a maior dificuldade é falta de moradia adequada para abrigar e proteger os filhos de forma digna. A mãe está prestes a perder a guarda de seus filhos por não ter condições dignas de moradia, ou seja, o acolhimento institucional, última medida a ser tomada se não conseguirmos organizar o mínimo para essas crianças. O filho mais novo esteve internado com risco de infecção generalizada ocasionada por excesso de bicho de pé, devido à falta de condições de fazer a higiene mínima.
Desta forma, o Projeto Centelha e o Conselho Tutelar, veem pedir sua ajuda para a construção de uma pequena casa para a família.