
Olá, meu nome é Fabrício, tenho 41 anos, venho contar um pouco da minha história, pois, preciso muito da ajuda de vocês.
Comecei a trabalhar muito cedo, aos 11 anos, por necessidade. Sempre fiz trabalhos braçais e de todos os tipos. Entregador de gelo, descarregador de carreta, ajudante de obra, camelô... consegui assinar carteira aos 19 anos no ramo de telecomunicações. Aos 21 anos formei família, sempre na batalha com os altos e baixos empregatícios. Nunca faltei um dia sequer, sempre trabalhando. Em 2014 durante minha jornada de trabalho, senti uma forte dor na lombar, na época eu tinha plano de saúde, fiz ressonância que mostrou 3 hérnias de disco, com compressão do ciático. Sem parar de trabalhar, tomei os remédios, fiz 10 sessões de fisioterapia e continuei minhas atividades. Em 2018 também em jornada de trabalho (sempre no ramo de telecomunicações), ao pegar uma sucata do chão para colocar no caminhão, senti uma dor aguda no glúteo, que irradiava para a perna. A partir daí começou minha luta por atendimento médico. Sem plano de saúde, com dor intensa, buscava atendimento nos UPAS, hospitais e clínica da família, onde só me atendiam por causa da pressão alta, pois sou hipertenso e por causa da dor, minha pressão chegava a 24/18. Por causa do meu tamanho, era desacreditado pelos médicos, que não achavam que eu estava sentindo a dor que relatava, pois me receitavam injeções, corticoides e diziam que eu iria ficar bom sem nem ao menos me dar o dia. Continuava à trabalhar com dor, pois nenhum médico me afastava. Pelo SISREG aguardava uma consulta de ortopedia que nunca fui chamado. Enquanto esperava fui em consultas particulares, meu caso só agravava, a dor aumentava e fui perdendo a mobilidade, nada era resolvido, continuava trabalhando dirigindo, correndo rota a pé, mancando, pois não podia usar bengala no serviço. Até que fui desligado da empresa em abril de 2020, voltei a trabalhar em outra empresa em junho, mas não aguentei e saí em setembro. Já em desespero, vez que não conseguia sentar, andar somente com muletas e com sacrifício, sem conseguir usar o banheiro, me vestir sozinho, fui em consulta particular, onde me pediram exames caros, tais como: ressonância magnética (para o meu tamanho é difícil de encontrar), eletroneuromiografia (pois o médico achava que eu tinha neuropatia diabética). Nos exames apenas 3 hérnias de disco e síndrome do túnel do carpo foram detectados, o que não eram os responsáveis pelo meu estado. Não tinha diagnostico, já havia sido passado por vários médicos, tomando altas doses de corticoides e diversos tipos de anti-inflamatórios. Os dois ortopedistas dessa clínica que não compreendiam meu caso, me direcionaram para o especialista de coluna, que também não achava a causa até me examinar e constatar que minhas pernas não abriam. Imediatamente solicitou um raio X panorâmico, onde as imagens estavam nítidas que eu havia perdido a cabeça dos fêmures (Osteoartrose necrosante bilateral de quadril). Uma doença que acomete pessoas idosas ou quem sofreu acidente. Necessito de uma ARTORLASTIA TOTAL DE QUADRIL. Como não estou assegurado e me encontro pelo auxílio-doença, não tenho como custear essa cirurgia. Fui inserido no SER e acolhido pelo Hospital de Ipanema, onde estou há um ano na fila de espera interna do hospital, sem previsão de ser chamado. Em média o sistema leva em torno de 6/8 anos de espera para fazer apenas um lado do quadril.
Eu sinto dor o tempo todo, não consigo ficar de pé, nem sentado, nem deitado, usar o vaso sanitário. Pela necrose já poderia ter aberto ferida no meu quadril. Faço uso de Tramal + dipirona 1mg de 4/4h e não surte efeito. Não posso mais usar anti-inflamatório, pois pode dar falência nos rins. Por incentivo de amigos e familiares, venho através dessa vaquinha, pedir a ajuda de vocês para realizar minhas cirurgias, para que eu possa voltar a viver sem dor e andar. O meu muito obrigado desde já.