
“A CULPA É DA MÃE” – Um Bloco de Carnaval de mães, bebês e famílias.
O Carnaval é (e sempre foi) um espaço especial, onde cabe diversão sem compromisso e manifestações espontâneas de grupos que querem dar visibilidade a suas causas. Trata-se de um espaço onde é possível dar vazão a questões importantes da sociedade, lançando mão de humor e batucada.
E foi aí, que a ideia de uma mãe tonou-se a festa de muitas. O Bloco “A Culpa da Mãe” nasceu da necessidade de tratar da insatisfação de mães, dispostas a abordar, no Carnaval, questões pertinentes ao universo da maternidade. Não da maternidade idealizada e romantizada, divulgada em peças publicitárias e poemas singelos. O nome do Bloco traz consigo o debate que atravessa gerações, quando o assunto é a responsabilidade e o cuidado com as crianças. Neste ponto, as cobranças recaem fortemente sobre as mulheres, e trazem como consequência uma solidão facilmente reconhecível entre elas. O bloco de Carnaval “A Culpa é da Mãe” quer lançar luzes sobre essas e outras questões referentes à Maternidade Real, levando às ruas mulheres que desejam falar sobre o assunto e também curtir o Carnaval, mães que se dedicam aos seus bebês, mas que não querem perder o contato consigo mesmas.
HISTÓRICO DO BLOCO
Em sua primeira edição, no ano de 2017, o Bloco “A Culpa da Mãe” saiu pelas ruas do Pelourinho, em Salvador, a partir de uma rápida comunicação entre mães e suas famílias, nas redes sociais. Camisas pintadas à mão: peitos tortos, assimétricos e gotas de leite simbolizando o vazamento das mamas, e lá se foram mamães com seus bebês, cantando uma marchinha que dizia “No bloco da mamãe, o papel do papai com o bebê é todo igual”. Eram 40 pessoas.
Em 2018, o número subiu para 86. As camisas, agora com logomarcas de parcerias importantes, foram impressas profissionalmente e pagas com o dinheiro arrecadado entre os foliões e foliãs. A música ganhou o apoio luxuoso de uma bandinha de palhaços, que cantava junto com o coro de mães, crianças e papais comprometidos com a causa, a marchinha tema, que dizia: “Quem pariu Mateus, quer balançar também”.
Há uma grande expectativa para a saída do bloco em 2019. As mães que saíram nos anos anteriores já se manifestam nas redes sociais, e outras, que ouviram falar da experiência, já estão à procura de informações. O crescimento parece inevitável, a maior visibilidade também. Entretanto, é preciso garantir que este aumento de pessoas seja acompanhado do mesmo conforto, proporcionado nos anos anteriores. Para que isto aconteça, o Bloco (que não possui fins lucrativos), precisará arcar com novas despesas, como: infraestrutura da sede (adaptações para o publico de mães, bebês e idosos(as), sonorização para o cortejo, nanotrio, banda de palhaços, camisas (200 unidades), registro (foto e vídeo), pessoal de apoio, água, banner, pulseiras de identificação, brindes (confetes e squeezes para crianças).
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