
Júlia Menezes, menina doce e inteligente, 8 anos de idade. Filha única da Amanda, mãe solo, que ama alucinadamente essa criança.
Desde pequena apresentava enjôos, aversão a barulhos altos. Em agosto de 2021 começou a apresentar dores fortes na cabeça, desde então foram procurados médicos, tivemos diagnósticos de viroses, problemas oftalmológicos (mesmo com acompanhamento periódico, e atualizado), enxaqueca crônica...
Em setembro de 2021, houve a primeira crise, durou 15 dias. Apresentou dores fortes na cabeça, cansaço, dificuldade de enxergar. Realizou exames de imagem que não apresentaram alteração.
Novembro de 2021, houve a segunda crise, também de 15 dias. Apresentou dores fortes, falta de apetite, enjôos, alta resistência a barulho, prostração. Interrompendo a rotina de vida normal de uma criança. No mesmo período dessa segunda crise houve uma infecção, e todos os cuidados e possibilidades médicas se focaram na infecção.
Março/abril 2022, terceira crise, durou 23 dias. Dor intensa, falta de apetite, enjôos, alta resistência a barulho, prostração. Foi atendida na emergência pediátrica, solicitado novos exames de imagem, e encaminhada ao neuropediatra.
Desde a última crise Amanda, a mãe de Júlia, vem tentando atendimentos de neuropediatria, e neurocirurgião.
Os resultados dos exames de imagem atual atestaram CISTO COLOIDE NO TERCEIRO VENTRÍCULO.
"O Cérebro possui quatro ventrículos: os ventrículos laterais, o terceiro ventrículo e o quarto ventrículo. Os ventrículos laterais se comunicam com o terceiro ventrículo, escoando um liquido produzido dentro deles, chamado de liquido cefalo-raquiano, que banha todo o sistema nervoso central. As vezes o cisto colóide pode obstruir a comunicação entre os ventrículos laterais e o terceiro ventrículo, impedindo o escoamento deste liquido e provocando seu acúmulo (hidrocefalia). Em casos de grande acúmulo, há aumento na pressão dentro do crânio, o que pode provocar as tonturas e as dores de cabeça. A pressão usualmente aumenta tanto que acaba deslocando o cisto colóide, desobstruindo a comunicação e permitindo novamente o escoamento... As dores e a tontura então melhoram e a pressão diminui. O cisto volta então à sua posição, volta a obstruir o escoamento e um novo ciclo se inicia. Por isso os sintomas inicialmente são cíclicos, em "crises". Se, no entanto, o cisto crescer, o aumento de pressão pode não ser suficiente para deslocar o cisto e permitir novamente o escoamento e os sintomas se tornam contínuos. É necessário avaliação do neurocirurgião quanto a posição do cisto e as opções de tratamento, cirurgia, biópsia."
Precisamos de ajuda imediata para diversos exames, consultas com especialistas, e para se necessário intervenção cirúrgica.