
Minha história não é de facilidades, é de resistência. Sou enfermeiro há 12 anos, uma profissão que abracei por amor, mas que sempre me exigiu muito mais do que o corpo e a mente conseguiam suportar. Foram anos de plantões exaustivos, madrugadas em claro, feriados longe da família, lidando diariamente com a dor, o sofrimento e a morte, muitas vezes sem sequer ter tempo de cuidar de mim mesmo. Ainda assim, nunca deixei de fazer o meu melhor, porque cuidar do outro sempre foi parte de quem eu sou. Mesmo após tantos anos na enfermagem, havia um sonho que insistia em permanecer vivo dentro de mim: me tornar médico. Um sonho antigo, difícil, quase inalcançável para alguém que sempre precisou trabalhar para sobreviver. Ainda assim, decidi tentar. Entrei na faculdade sabendo que o caminho seria extremamente doloroso, e ele foi ainda mais duro do que eu imaginava.
Para conseguir pagar a mensalidade da faculdade, precisei manter uma rotina desumana. Trabalhar em plantões nos finais de semana, muitas vezes virando noites seguidas, chegando em casa sem forças nem para comer, e durante a semana tentar estudar, mesmo cansado, mesmo com a cabeça pesada, mesmo com o corpo pedindo descanso. Quantas vezes estudei chorando de exaustão, quantas vezes pensei em desistir por não aguentar mais. Abdiquei de momentos com a família, de descanso, de lazer, de saúde emocional, tudo em nome desse sonho.
Agora, na reta final da faculdade, tudo ficou ainda mais difícil. As cobranças aumentaram, os estágios exigem presença integral, e conciliar trabalho e estudo se tornou praticamente impossível. O medo de não conseguir pagar a faculdade, de perder tudo o que construí com tanto sofrimento, tem tirado meu sono. Dói saber que estou tão perto e, ao mesmo tempo, tão vulnerável. Cada mês é uma angústia, cada boleto é um peso no peito.
Chegar até aqui custou caro demais. Custou minha saúde, meu descanso, minha tranquilidade. Desistir agora significaria deixar para trás anos de luta, de sacrifícios silenciosos e de um sonho que sempre foi maior do que o cansaço.
Por isso, com o coração apertado e muita humildade, venho por meio desta Vakinha pedir ajuda. Qualquer valor faz diferença. Não peço por luxo, peço pela chance de concluir a faculdade, de atravessar essa última etapa e finalmente realizar um sonho que carreguei por toda a vida.
Meu maior desejo é me formar e ser o primeiro médico da minha família, não por status, mas para provar que a persistência vence a dor, que a origem não define o destino e que todo sofrimento pode, sim, ter um propósito.
Se você puder ajudar, serei eternamente grato. Se não puder, peço que compartilhe. Sua ajuda pode ser a diferença entre desistir ou continuar lutando.