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Solidariedade em Ação: Apoie Refugiadas no Espírito Santo a reconstruir suas vidas e empreender.
Projetos Sociais / Voluntariado

Solidariedade em Ação: Apoie Refugiadas no Espírito Santo a reconstruir suas vidas e empreender.

ID: 4688850
O Nuares (UVV - ES), juntamente com um grupo de alunos da ESMT de Berlim, está tentando arrecadar dinheiro para ajudar duas refugiadas a iniciarem seu negócio de confeitaria para poderem arcar com a luta diária. O apoio financeiro ajudaria ver tudo
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Vaquinha criada em: 23/04/2024

O Nuares (UVV - ES), juntamente com um grupo de alunos da ESMT de Berlim, está tentando arrecadar dinheiro para ajudar duas refugiadas a iniciarem seu negócio de confeitaria para poderem arcar com a luta diária. O apoio financeiro ajudaria muito as senhoras a comprar os equipamentos e ingredientes necessários, como fornos, panelas, geladeiras, o que lhes permitiria expandir suas operações. Veja abaixo as histórias individuais das senhoras empreendedoras:

Angela:

Sou imigrante venezuelana,sai do meu país com meus 4 filhos,tive que abandonar casa,sonhos,família,pais,trabalho,por causa da situação financeira e política,e claro,para poder dar uma melhor vida para meus filhos. Para podermos vir para o Brasil tivemos que vender e doar todas as coisas que tínhamos na nossa casa,por causa que não podíamos trazer muitas coisas por causa do peso,na hora de entrar no avião. Em relação a quando morávamos na Venezuela,tínhamos onde morar mas não tínhamos como sobreviver,eu trabalhava vendendo pães nas ruas,nas praças e nas escolas, mas o dinheiro não alcançava para comprar nada,e nem havia comida para poder comprar,através de uma amiga muito querida que já conhecia a anos,e que foi embora para o Brasil também antes de mim,ela me convidou para vir para o Brasil também,e que ela junto com a família dela e mais uma família iriam ajudar a minha família para ir para o Brasil. Com a ajuda deles e dos irmãos da igreja conseguiram juntar um valor para nossas passagens de avião,uma família em Boa vista se ofereceram para nos hospedar por 3 dias para poder descansar para continuarmos a nossa viagem,já que 4 dias é muito cansativo e com crianças pequenas é mais cansativo ainda,o valor das nossas passagens como de navio, ônibus,comida,etc conseguimos com muita luta e com as coisas que vendemos da nossa casa na Venezuela e claro com a ajuda de Deus,e inclusive uma das coisas que infelizmente tive q vender foi as alianças de casamento de ouro,que não foi triste só pelo valor se não pelo valor sentimental e que querendo ou não eram muito importante por serem as alianças do meu casamento.

Enfim,quando chegamos no Espírito Santo, Brasil,a família da minha amiga nos hospedou por 1 mês até conseguirmos uma casa e todos os eletrodomésticos que precisávamos,já que não tínhamos literalmente nada.

A gente não sabia falar e nem entendíamos o português. Após esse mês que ficamos na casa da minha amiga,conseguimos nos mudar para uma apto,comecei a trabalhar vendendo Cinamon Rolls,Enroladinhos De Coco e Pães Caseiros nas ruas.

As coisas começaram a melhorar para nós como família,até que chegou a Pandemia (COVID-19),as vendas diminuíram muito e tivemos que vender nossas ferramentas de trabalho. E desde 2022 paramos de vender nossos pães,e agora estamos querendo recomeçar de novo,e esperamos que dessa vez dê tudo certo.

Infelizmente meus filhos por serem imigrantes,eles não tem tios,primos, avós,como eu tive quando eu era criança,o vínculo deles é só com alguns familiares e é pelo celular,que não tem comparação em ver eles pessoalmente,e isso me deixa muito triste, mas eu ainda acredito q se der tudo certo com este empreendimento e eu possa ter uma vida financeira estável,eu e meus filhos vamos poder reencontrar nossos familiares de novo.

E um dos meus desejos de ter uma qualidade de vida melhor, é para poder dar um futuro melhor aos meus filhos,e poder trazer a minha mãe que ainda mora na Venezuela. 

Julia: 

Nascida no Chile, morou 30 anos na Venezuela. Vendia fast food, tinha um carro, uma moto, sua casa, vivia bem. Até que perdeu tudo. A situação econômica na Venezuela piorava a cada dia. O que se ganhava de noite com as vendas já não supria mais o valor dos ingredientes para realizar as compras no dia seguinte. Foi perdendo cada bem que tinha, até não ter mais nada. Buscando melhores condições de vida, veio para o Brasil. Vieram ela, seu filho, sua nora grávida e sua neta com 1 ano de idade. Foram primeiro para Boa Vista, em Roraima, onde não encontraram condições favoráveis para se estabelecer. Não tinham casa, dormiam na rua. Ou voltava para a Venezuela ou iam para Manaus. Foram então à Manaus, no Amazonas, onde viveu por 3 anos trabalhando fazendo bicos. Seu filho que havia se mudado para o Espírito Santo com sua nora, já que sua nora tinha família no Estado, sofreu um acidente grave há dois anos. Entrou em coma e carrega sequelas até hoje, tanto na fala quanto na locomoção e coordenação motora. Júlia teve que se desdobrar para conseguir dinheiro suficiente para vir ao Espírito Santo cuidar de seu filho, coisa que teve que fazer sozinha já que um mês após o acidente, sua nora se separou de seu filho. Isso faz dois anos. Desde então vive aqui, recebendo ajuda do Nuares e do Estado, tentando empreender com a venda de empadas para gerar renda para sua família.

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