
O brincalhão aqui, faz tempo, disfarça um drama que poucos sabem. Por mais de cinco anos eu cuidei sózinho de minha velha mãe e, nos últimos dois anos da vida dela foram em dedicação exclusiva, 24 horas/7 dias por semana.
Com a morte dela em 31/10/2021, foi-se o que nos dava sustento, que era sua aposentadoria.
Por meu lado, perdi as referências sociais, afetivas e profissionais, ganhando de troco a exaustão junto com a solidão.
Estou com 68 anos e não consigo me recuperar das consequências desses tempos de esforço e a espera pela minha aposentadoria que sai, possivelmente, em setembro.
Aluguel e alimentação são despesas que estão pendentes e o que tenho são R$400, que mal cobrem despesas de supermercado e padaria.
Peço socorro.
BETO MAFRA