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Escolta para o 1 processo da Mulher do Xandão - valeu R$129M.
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Escolta para o 1 processo da Mulher do Xandão - valeu R$129M.

ID: 6004645
Segurança Armada para Almoçar no ItaimMeta: R$ 167.740,00Uso dos recursos: 12 meses de escolta armada profissional para Vladimir Timerman, o gestor que denunciou o escândalo do Banco Master anos antes de qualquer operação policial.Vladimir ver tudo
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Vaquinha criada em: 13/03/2026

Segurança Armada para Almoçar no Itaim

Meta: R$ 167.740,00

Uso dos recursos: 12 meses de escolta armada profissional para Vladimir Timerman, o gestor que denunciou o escândalo do Banco Master anos antes de qualquer operação policial.

Vladimir Timerman é um gestor de fundos que precisa de escolta armada para almoçar num bairro nobre de São Paulo. Não porque é foragido, mas porque passou os últimos oito anos denunciando o que viria a ser o maior escândalo financeiro do Brasil desde a Lava Jato – envolvendo o Banco Master e os mais altos escalões do Estado brasileiro. 

Sabe o contrato de 129 milhões da mulher do Xandão? O único processo em que ela representou o Master é contra Vlado.

A Terra

O que ele fez…

Timerman é fundador da Esh Capital e se especializou em ativismo societário. A partir de 2017, quando entrou na Gafisa, começou a mapear o que considerava uma rede de irregularidades interligadas — e passou anos denunciando cada peça do esquema para quem quisesse (e quem não quisesse) ouvir. Alertou o Banco Central de que Tanure era o sócio oculto do Banco Master por meio de uma estrutura de fundos fechados. Denunciou que precatórios de usinas falidas estavam sendo usados para inflar o balanço do banco — uma manobra que viria a representar R$ 8,7 bilhões em créditos de liquidação incerta. Apontou que Tanure havia montado uma posição de controle na Gafisa por meio de uma rede opaca de offshores, fundos e veículos intermediários sem cumprir a obrigação de lançar OPA aos minoritários. Denunciou que a aquisição da Upcon pela Gafisa fora estruturada para inflar artificialmente o valor da incorporadora e ampliar o poder de Tanure com uso de informação privilegiada. Apontou a emissão de debêntures em estrutura de death spiral — mecanismo de conversão que acelera a diluição dos minoritários. Identificou movimentações atípicas de papéis por fundos ligados a Tanure e Vorcaro. Denunciou que o Master inflava seus próprios fundos para aumentar o patrimônio de referência e poder captar mais CDBs. Apontou atuação coordenada entre fundos ligados a Tanure, ao Master e ao fundador da Ambipar para inflar artificialmente o preço das ações — papéis que teriam sido usados como garantia em outras operações. Na Alliar, denunciou manobras societárias que teriam prejudicado minoritários durante a operação de troca de controle. Levou cada uma dessas denúncias à CVM, ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e ao Banco Central.

A lista não acabou – mas, se lendo pareceu extenso, imagine fazendo.

…o que fizeram com ele…

A CVM o classificou como "denunciante contumaz" e arquivou as queixas. O nome “Vladimir Timerman” causa um misto de admiração velada (~20%) ou pânico travestido por um suspiro blasé acompanhado por um rolar de olhos (~80%) em servidores da CVM.

O Banco Central respondeu que não via elementos para supervisão (literalmente). Respondeu também que nenhum dos fatos denunciados por Vladimir não era de conhecimento anterior da autarquia. Galípolo recusou sete pedidos de audiência.

Tanure o processou mais de dez vezes. A Justiça condenou Vladimir por stalking (parece piada, mas é o Brasil).

Sofreu busca e apreensão com base em denúncia (obvia e convenientemente) anônima.

Teve censura prévia nas redes.

O Banco Master e Vorcaro moveram queixa-crime por calúnia, representados pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, no único processo contemplado dentro de um contrato de R$ 3,6 milhões mensais (…mas o escritório revisou o Código de Ética e Conduta do Master!).

…e o que aconteceu depois

Vorcaro foi preso tentando embarcar para Dubai. 

O Master foi liquidado com um rombo estimado em mais de R$ 40 bilhões. 

Tanure teve celular apreendido e bens bloqueados, é tratado pela PF como possível "destinatário final" de recursos do esquema, e se tornou réu por insider trading na Gafisa — exatamente o que Timerman denunciava há anos. 

Ex-servidores do BC foram afastados por suspeita de repassar informações sigilosas a Vorcaro.

Um operador do esquema, o "Sicário", se matou sob custódia.

Integrantes do grupo de Vorcaro discutiram simular um assalto contra o jornalista Lauro Jardim. 

A “denúncia anônima” que levou à busca e apreensão realizada na casa de Vladimir levou a posterior arquivamento por falta de consistência.

A queixa-crime tocada pelo escritório de Viviane Barci de Moraes foi rejeitada em todas as instâncias.

E, finalmente, em 13 de março de 2026, a CPI do Crime Organizado finalmente convocou Timerman para depor sobre o que denunciara durante anos.

O Homem

Quem é Vladimir Timerman

Batizado em homenagem a Vladimir Herzog — jornalista assassinado pela ditadura em 1975 — ele já nasceu com um nome que carrega o peso de dizer verdades que o poder não quer ouvir.

Filho de Artur Timerman, infectologista que enfrentou a epidemia de AIDS nos anos 80, quando o establishment médico preferia olhar para o lado. O pai morreu sem dinheiro. A herança foi outra: a compreensão de que fazer a coisa certa raramente paga bem.

Engenheiro elétrico pela Poli-USP. Jogador de rugby. Fundador da Esh Capital.

O fundo Esh Theta acumula queda de quase 75%, com seus ativos bloqueados há dois anos por liminar obtida pela Gafisa de Tanure — sem julgamento de mérito até hoje, enquanto o próprio Tanure virou réu e investigado pela PF.

Responde a nove processos simultâneos.

Foi condenado por perseguição. Teve as redes sociais suspensas. Foi indiciado por extorsão. Foi processado por calúnia pelo escritório da esposa de um ministro do STF — e venceu em duas instâncias, porque não era calúnia. 

Era verdade.

Tudo o que ele disse sobre o Banco Master, sobre Tanure, sobre a teia de fundos, sobre a fraude bilionária — tudo está agora nas mãos da Polícia Federal. A Operação Compliance Zero foi iniciada a partir de suas denúncias.

E enquanto era silenciado, processado e quebrado, os verdadeiros bandidos circulavam em jatos particulares, patrocinavam eventos com ministros do STF, e operavam o que o Ministro da Fazenda chamou de "a maior fraude bancária da história do Brasil."

O trator e a serra elétrica ilustram bem sua ética de trabalho e o erro de julgamento daqueles que acreditaram que sairiam impunes: só acaba quando termina.

A Luta

Por que captar

Porque o Estado brasileiro não apenas falhou em proteger o mercado e os investidores — ele foi ativamente instrumentalizado contra quem tentou fazer o trabalho que deveria ser dele.

O Banco Central ignorou as denúncias e, como agora se apura, tinha servidores de alto escalão atuando como consultores informais do próprio banqueiro investigado. 

A CVM, que existe para fiscalizar o mercado de capitais, tratou o denunciante como incômodo e arquivou suas representações. 

Quando Timerman tentou escalar para a esfera criminal, o aparelho judiciário — acionado e financiado pelos alvos das denúncias — foi usado para censurá-lo, condená-lo e silenciá-lo. O escritório contratado para mover a queixa-crime contra ele era o da esposa de um ministro do Supremo.

A mensagem não poderia ser mais clara: cale-se, ou a máquina cai sobre você.

Os reguladores não falharam por incompetência, embora essa grasse e abunde. Falharam porque foram coniventes e partícipes. E, uma vez enroscados, foram instrumentalizados contra a única pessoa que estava fazendo o que eles deveriam fazer.

Diante disso, a proteção de Timerman não pode depender do mesmo Estado que foi cooptado para atacá-lo. Todos que têm interesse direto no funcionamento do mercado de capitais — investidores, gestores, analistas, qualquer pessoa que aplica dinheiro esperando que as regras do jogo sejam cumpridas — é quem deveria garantir que o homem que expôs a fraude continue vivo e livre para falar.

Não existe programa de proteção a denunciantes no mercado financeiro brasileiro. Não existe recompensa institucional. O que existe é um desequilíbrio brutal: de um lado, quem comete fraude bilionária tem acesso a escritórios de primeira linha, máquinas jurídicas milionárias e relações promíscuas com o poder. Do outro, quem denuncia anda descalço, tem uma planilha e uma teimosia que beira o clinicamente insano.

Por que contribuir

Porque Vladimir só vai parar morto; quem não sabia disso antes, particularmente quem acreditava ter costas quentes em Brasília, sabe disso agora. 

Essa vaquinha é uma tentativa de proteger Vladimir e o que ele representa: a pessoa,  sim; sua família, também; mas o instituto

Não podemos depender do mesmo Estado que provou (…repetidamente, exaustivamente, por diversos anos…) ser incapaz. Pelo mercado e pela sociedade – nós – que são os maiores interessados.

Se o próximo denunciante olhar para essa história e concluir que não vale a pena, todos nós perdemos. Qualquer contribuição é um sinal de que quem enfrenta o sistema não precisa enfrentar sozinho.

Para que serve esta vaquinha

Para o custeio de segurança privada profissional por 12 meses:

  • R$ 13.000/mês (R$ 591/dia, 22 dias úteis), totalizando R$ 156.000; 
  • acrescido do fee da Vakinha;
  • resultando na meta de R$ 167.740,00.

Os recursos serão transferidos diretamente para Vladimir Timerman.

Referências

UOL/Mariana Barbosa — "'X9' da Faria Lima: quem é o investidor que peita o Master e o mercado" (07/03/2026)

UOL/TAB — "Master figura em 77 mil processos; mulher de Moraes foi cadastrada em só um" (11/12/2025)

UOL/TAB — "Usinas falidas viraram 'fábricas de créditos' de R$ 8,7 bi no Master" (20/02/2026)

Revista Oeste — "Escritório da mulher de Moraes perde única ação na qual defendeu Master" (19/01/2026)

Cartas do Exílio/Ricardo Schweitzer — "O preço de estar certo no Brasil" (09/02/2026)

ColombiaOne — "Banco Master: The Scandal Shaking Up the Lula Sphere" (09/02/2026)

Agência Brasil — "CPI do Crime mira braço do PCC na Faria Lima e 'A Turma' do Master" (11/03/2026)

Band — "Quem é Nelson Tanure? Investidor enfrenta a mira da Polícia Federal" (05/03/2026)

O Tempo — "Nelson Tanure, investigado no caso Master, se torna réu por outra fraude" (29/01/2026)

Gazeta do Povo — "Quem é Nelson Tanure, que ganhou relógio milionário de Daniel Vorcaro" (05/03/2026)

Correio Braziliense — "Quem é Nelson Tanure, empresário alvo de operação da PF sobre Master" (14/01/2026)

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