
"Pois esta sanfona bela, que eu estou tocando nela, é a sanfona do povo..."
Eu, Fidellis, sou hoje um sanfoneiro sem sanfona. Depois de uma história dramática da aquisição má sucedida de uma sanfona a um negociante daqui de Maceió, estou a dois anos trabalhando com uma Hohner Poluphonic 400, gentilmente emprestada por um amigo, e que tem me quebrado um galho. Ela é uma boa sanfona para gravações e até para concertos, mas não indicada para mais de três horas de forró. Por este motivo, me sinto altamente fadigado e com dores, por consequência do seu peso.
A sanfona que eu almejo é a Minuano Super 6, e que me serviria não somente pelo seu valor histórico e simbólico (carrega em seu DNA as características do acordeon Universal, tão usado por Luiz Gonzaga nos anos de 1950/60 e no fim dos anos de 1980), mas também pela sua sonoridade, leveza e estética, que casam com a minha proposta músical. Em parceria com a própria fábrica Minuano, seu valor ficou em R$6.500,00 (seis mil e quinhentos reais), todavia a meta da vaquinha servirá como complemento a outros valores levantados através de outras ações, até o fim desta campanha.
Esta sanfona será utilizada nas apresentações do meu show Baionando, que integram meu projeto de circulação pela cidade de Maceió e interior de Alagoas entre os meses de novembro e dezembro de 2018, e que foi contemplado pelos prêmios Eris Maximiano (Prefeitura de Maceió - FMAC) e Diogo Silvestre (Governo de Alagoas - Secult).
Então é isso, conto com a ajuda dos amigos e simpatizantres de meu trabalho, para que eu possa seguir defendendo a música, o canto, a poesia de nossa terra. Obrigado!