
O Rio Grande do Sul enfrenta o maior desastre natural de sua história. De acordo com o boletim da Defesa Civil do Estado, divulgado na manhã desta terça-feira, 7, o número de pessoas afetadas pelas chuvas subiu para 1,3 milhão.
Dos 497 municípios do estado, 388 tiveram problemas relacionados às chuvas. Os dados registram que o número de mortos subiu para 90 e há quatro óbitos em investigação, há 132 desaparecidos e 361 feridos. Mais de 203 mil pessoas estão desalojadas, desse total, 48,1 mil estão em abrigos e 155,7 mil estão desalojados (em casas de familiares ou amigos).
O rio Guaíba, que corta a cidade de Porto Alegre, subiu mais de 5 metros nos últimos dias deixando milhares de desabrigados. A região metropolitana também enfrenta os danos causados por esse desastre: as cidades de Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo estão entre as mais danificadas.
Neste momento, milhares de pessoas estão empenhadas em resgatar e promover uma grande virtude: a esperança. Na reportagem exibida nesta segunda-feira, 6, em nosso telejornal, Sidinei Fernandes mostra o empenho de comunidades e voluntários para ajudar as vítimas.
Um cenário desolador, mas que não é capaz de remover a esperança. Em Canoas (RS), uma das cidades mais atingidas pelos alagamentos, os voluntários trabalham 24 horas para auxiliar os desabrigados na paróquia Nossa Senhora das Graças. Só no domingo, foram entregues sete mil refeições.
“Nós estamos recebendo muitas doações, muitos alimentos, e estamos montando equipes fortes para que possamos, a cada dia, fornecer alimentos, uma comida quente. Para quem saiu da água é extremamente necessário”,