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Rodas para Voar

ID da vaquinha: 31214
Rodas para Voar
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Diogo é uma desta pessoas incríveis e singulares que a vida algumas vezes nos dá a chance de conhecer. Um homem de 33 anos, com cara de moleque e espírito de gigante. O fato de ser cadeirante acaba sendo esquecido nas descrições de quem já o conhece bem, afinal ele encara todos os obstáculos impostos por sua deficiência física e também os impostos pela vida, correndo atrás dos seus objetivos e deixando suas limitações muitas vezes imperceptíveis. O Diogo iniciou os treinamento para Triathlon na metade deste ano, tinha umas provas de corrida de 10 km e outras de 21 km na conta, ao chegar já disse que uma de suas metas era uma maratona (42km). Mas não era uma meta para o futuro e sim para a próxima Maratona, a de Curitiba, a ser realizada em 15 de novembro. Mantendo o foco na preparação física, encarou esse pouco tempo de treino com muita determinação. A aquisição do equipamento necessário para esta prova é o que acabou por se tornar seu maior desafio, visto que para realizar oficialmente uma prova de maratona como paratleta cadeirante, é necessário utilizar uma cadeira de rodas específica de atletismo, porém, para um bom rendimento do atleta essa cadeira precisa ser feita de acordo com a deficiência física dele e conforme as medidas de seu corpo. Sabendo que o custo desta cadeira é elevado e que não conseguiria arrecadar o dinheiro suficiente para a compra, o Diogo resolveu realizar a prova com sua cadeira de rodas de uso diário. Afinal, como já havia feito três meias maratonas com ela, inclusive a Meia Maratona Internacional de Florianópolis, onde largou oficialmente inscrito após uma série de contratempos em função de sua cadeira não ser a ideal. Porém ao tentar realizar sua inscrição para a Maratona da Caixa de Curitiba, ficou mais de um mês esperando a resposta dos organizadores da competição antes de poder se inscrever, pois iria utilizar uma cadeira de rodas normal. Até que três dias antes da prova, veio a resposta, um belo sonoro, não! Ele não poderia se inscrever e largar oficialmente nesta prova, visto que não possuía uma cadeira de atletismo, pois alegavam que a cadeira de rodas convencional não seria segura para o atleta realizar esta prova. A partir daí iniciou-se uma grande correria. Até que Diogo conseguiu emprestar uma cadeira de um conhecido, porém era uma cadeira antiga, com remendos, pneus muito gastos e feita para um outro tipo de deficiência física. Mesmo assim resolveu encarar e testar a cadeira, mas nos primeiros 50 metros ela quebrou. Seu nervosismo aumentou "e agora? o que eu faço? Tento arrumar isto? Como arrumar? Onde arrumar? Se arrumar, será que ela irá aguentar até o fim da prova?" Todos estes pensamentos passaram por sua cabeça. Então de última hora resolveu pedir emprestada uma outra cadeira, um pouco mais nova, um pouco diferente, mas também não deu certo. Essa era ainda mais difícil de adaptar para sua deficiência. Nessa altura do campeonato o Diogo já havia se conformado em realizar a prova sem estar oficialmente inscrito, iria apenas participar, buscando seu objetivo maior, completar os 42,195 km da maratona. Porém na manhã anterior a corrida ele tomou novamente outra decisão, pegar a primeira cadeira de novo e tentar arrumar. Então levou a loja de bikes indicada para tentar arrumar o que fosse possível e encarar a maratona desta forma, com risco do conserto não dar certo e a cadeira quebrar novamente, mas pelo menos... oficialmente inscrito! No dia seguinte lá estava ele, com a cadeira de atletismo antiga e remendada pronto para largar e encarar os seus primeiros 42 km. A largada dos cadeirantes foi dada e o nosso paratleta largou muito bem, até que nos 2 km o que ele temia aconteceu. A cadeira de atletismo quebrou. Mas ele não se abateu, nem por um minuto se deixou parar ali naquele km, contou com grandes amigos que trouxeram sua cadeira de rodas de uso diário, e com ela, o Diogo encarou os 40 km faltantes, finalizando a prova em um bom tempo de 3:59:02. Hoje com a ajuda de amigos ele conseguiu uma cadeira de atletismo, de acordo com seu tamanho e deficiência, assim poderá realizar sua próxima maratona em um tempo muito melhor. Agora, seu próximo desafio é realizar uma  prova de Triathlon, mas para isso precisará também  de uma Handbike (bicicleta que pedala com as mãos). Imagine... Se com uma cadeira de rodas comum este cara fez 42 km em um tempo muito bom para sua situação, imagine o que fará em uma prova de Triathlon com as cadeiras certas. Quero muito ver isso! Vocês não? Vamos ajudar o Diogo a comprar a sua Handbike e assim poder realizar as provas de  Triathlon que virão. A quem gostou da história, o Diogo criou o Rodas para Voar, uma página no Facebook e Instagram onde ele mostra toda sua rotina de treinos e superações. Mostrando que é possível sermos muito felizes mesmo depois de fatos e acontecimentos que nunca poderíamos esperar.
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