
O Haiti está em situação de calamidade total, segundo dados da ONU é o país mais baixo no nível de desenvolvimento humano. Nesse cenário de torturas diárias e fome vivia Antoinise com seu marido Gerard e 3 filhas, na pior situação possível, porém juntos. O casal decidiu imigrar para o Brasil e tentar viver com o mínimo de dignidade que todo ser humano precisa e infelizmente não tinham expectativa nenhuma disso acontecer lá. De acordo com as leis do Haiti, Gerard não poderia quebrar contrato com a empresa e ele, um homem honrado, decidiu cumprir com o acordo. Eles decidiram então que ela destemidamente viria na frente para se preparar e esperar por sua família que deveria vir em seguida. Antoinise passou o primeiro momento no Paraná, acolhida por uma associação de Haitianos que cuidou no primeiro instante, mas que não podem acolher por muito tempo, pois vivem sem ajuda também e precisam ter sempre vagas para os novos refugiados. Nesse intervalo de tempo, Gerard sofreu um acidente de trabalho (comum no Haiti devido ao descaso das corporações) e faleceu. Tanto ela, quanto ele, não tinham pais ou familiares próximos. Começa aí a profunda solidão de uma mulher viúva e três meninas sem pai e nem mãe. Antoinise não havia revelado pra sua família que estava grávida quando veio para não preocupar ninguém. Agora com um bebê na barriga e três filhas sem lar, passando fome e todo tipo de necessidade, sabendo que do outro lado suas filhas seguiam na mesma situação, porém em cenário de guerra e abandono total. Em contato entre associações e refugiados que voluntariamente criam suas redes de acolhimento e contato, Antoinise se deparou com a solidariedade de Michel, um Haitiano que vive na cidade de Salto, interior de São Paulo. Esse bom anjo acolheu Antoinise pessoalmente em sua casa e cuidou dela durante toda gestação. Hoje essa corajosa mulher já tem um emprego e paga o aluguel de sua casa, cuida de sua filha que já nasceu e uma segunda que teve já aqui no interior de São Paulo. O intuito dessa vakinha é trazer as três filhas que ficaram no Haiti e estão fora de qualquer alcance de cuidado em um cenário de total abandono que nenhuma criança merece sentir. A mãe já demonstrou coragem e força pra muito mais que um ser humano parece suportar, trabalha e cuida com dignidade e amor de suas duas crianças que vivem junto dela e juntou a maior parte do dinheiro, mas ainda precisa de uma parte e pagar as dívidas que só Deus sabe como ela adquiriu para juntar o que já tem. Nos solidarizamos com a história de Antoinise e suas meninas, por acreditar que todo ser humano merece a paz, ainda mais uma família que está tão perto de alcançar e precisa de uma pequena ajuda. Ela não quer expor as filhas que já sofreram e sofrem demais, portanto não divulgaremos imagens da família, pedimos sua ajuda financeira com o que puder e sua energia e preces pra que juntas novamente, todas elas possam recomeçar.