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Saúde / Tratamentos

Reoperação ortognática

ID: 5877537
Em 2021, durante uma visita à minha família em Belém (PA), procurei atendimento odontológico por causa de um sangramento intenso na gengiva, que já apresentava perda de tecido. O que parecia um problema localizado revelou algo muito mais sé ver tudo
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Vaquinha criada em: 04/01/2026

Em 2021, durante uma visita à minha família em Belém (PA), procurei atendimento odontológico por causa de um sangramento intenso na gengiva, que já apresentava perda de tecido. O que parecia um problema localizado revelou algo muito mais sério: um problema ósseo estrutural.

Nasci com a mandíbula posicionada para trás. Durante anos, usei aparelho ortodôntico como forma de compensação, mas esse tratamento foi apenas paliativo. Com o tempo, a pressão inadequada da mordida começou a destruir minha gengiva e colocava meus dentes em risco. A periodontista foi clara: ou eu faria enxertos gengivais para o resto da vida, ou precisaria corrigir a causa do problema com uma cirurgia ortognática.

Um bucomaxilofacial confirmou o diagnóstico e foi ainda mais direto: se nada fosse feito, eu poderia perder dentes em poucos anos devido ao fechamento incorreto da arcada. Diante disso, com a promessa de apoio familiar durante a recuperação, decidi me submeter à cirurgia.

A primeira cirurgia ocorreu em 21 de dezembro de 2021. O pós-operatório inicial já foi extremamente difícil: inchaço severo, dificuldade para engolir, dieta exclusivamente líquida e dores constantes. No décimo dia, descobri uma infecção grave na boca. Os médicos precisaram reabrir a região cirúrgica, limpar e suturar novamente. Essa infecção ocorreu no local onde um dente do siso havia sido extraído durante a cirurgia — algo que não constava no planejamento e que envolve riscos quando feito junto à ortognática.

Pouco tempo depois, outro problema grave surgiu: o PMMA (material colocado no queixo por decisão estética da equipe) também infeccionou e precisou ser retirado. Isso causou uma deformidade no queixo e levou a um terceiro procedimento para retirada das placas. Todos esses procedimentos foram feitos com anestesia local, em consultório, enquanto eu já estava fisicamente e emocionalmente fragilizada.

Devido às infecções, passei quase um mês inteiro tomando antibióticos fortes. Nesse período, desenvolvi dores intensas na articulação temporomandibular (ATM). Eu não conseguia falar, rir ou dormir. Os estalos e travamentos da mandíbula eram tão fortes que fiquei dias sem conseguir dormir mais de duas horas por noite. A dor só foi controlada temporariamente com morfina.

Além disso, o planejamento da cirurgia foi invertido: ao invés de preparar a mordida antes da cirurgia, fui operada com a oclusão errada para depois corrigir com ortodontia. Essa decisão sobrecarregou ainda mais minha articulação e comprometeu seriamente minha ATM.

Meses depois, já em São Paulo, a região do queixo voltou a abrir. Passei uma madrugada inteira em um hospital esperando atendimento para fechar os pontos. Quando retornei a Belém, os médicos constataram que minha boca havia sido “amarrada” de forma inadequada, sendo necessário abrir novamente, retirar fibroses e refazer a sutura. Um dente da frente necrosou após a cirurgia e precisou ser raspado, pois escureceu completamente.

Apesar de alguma redução do inchaço, a parestesia no queixo (perda de sensibilidade) nunca melhorou. Eu sentia que algo estava errado, mas estava financeiramente quebrada. Como professora, comecei a ter dificuldades sérias para trabalhar: falar por longos períodos causava dor intensa, inflamação e fadiga extrema.

Em 2023, quando consegui alguma estabilidade financeira, tentei retomar acompanhamento médico, mas enfrentei negligência, cancelamentos constantes e abandono profissional. Minha dor piorou progressivamente. Passei a sentir dores na cervical, pescoço e rosto, e minha mandíbula passou a desviar ao abrir a boca.

Foi então que um médico constatou que um dos pinos da minha mandíbula estava solto. O diagnóstico foi devastador: devido ao mau planejamento e às complicações da primeira cirurgia, eu precisaria passar por uma nova cirurgia ortognática, precedida da retirada de toda a fixação anterior.

Além de tudo isso, enfrento uma longa batalha com o plano de saúde: cancelamento unilateral, reajustes abusivos, boletos retroativos, negativas de reembolso e processos judiciais em andamento. Mesmo em tratamento contínuo, o plano se recusa a custear adequadamente fisioterapia bucomaxilofacial, essencial para minha reabilitação. Vivo há mais de um ano à base de relaxantes musculares.

Hoje convivo com dor crônica, limitação funcional e desgaste emocional profundo. Sou professora, e atividades simples como falar, rir ou passar um dia mais ativo resultam em crises de dor ao final do dia.

Preciso arrecadar R$ 60.000 para custear a nova cirurgia, fisioterapias pré e pós-operatórias, exames, medicamentos e a dieta líquida necessária na recuperação. Não se trata de estética, mas de saúde, funcionalidade e dignidade.

Peço ajuda porque já esgotei minhas forças físicas, financeiras e emocionais. Qualquer valor — R$1, R$20 ou uma simples partilha — faz diferença. Meu maior desejo é voltar a viver sem dor e poder seguir com minha vida.

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