
Meu nome é Carlos Alberto, nasci em São Caetano do Sul em 1967,com uma síndrome chamada artrogripose múltipla congênita que acomete as articulações, deixando-as enrijecidas e bloqueando movimentos. Sou, portanto, cadeirante e , também, tenho limitações nos membros superiores
Um pouco da minha história: Por conta da minha deficiência passei parte da infância e da pré-adolescência internado no hospital São Paulo em cirurgias. Comecei a frequentar a escola somente à partir dos 12 anos de idade, na AACD, mas ainda com algumas interrupções no aprendizado escolar, por causa da necessidade que eu tinha após as cirurgias, com a recuperação e fisioterapia. Fiquei nessa instituição (AACD) dos 10 até os 16 anos, onde cursei da primeira até a quarta série primária. Nesse período no Brasil não havia ainda legislação de educação inclusiva, então, só retomei os meus estudos aos 20 anos, fazendo supletivo da quinta a oitava série, na escola José Lins do Rego localizada no Jardim Tietê, zona Leste de São Paulo.
Eu devo essa minha integração na escola e na sociedade ao movimento FCD (Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência), esse movimento é difundido e dirigido pelas próprias Pessoas com deficiência. O trabalho deste movimento consiste basicamente em resgatar as Pessoas com Deficiência do ostracismo pessoal e social e incluir de fato essas pessoas na família, na comunidade e na sociedade.
A partir da minha inserção nesse movimento, passei a militar na luta pela conquista de políticas públicas para esse segmento, participando em conselhos de saúde, em grupos de trabalho junto às várias secretarias e órgãos do poder executivo tanto da cidade como também do Estado de São Paulo.
Em 2000 me casei com a Michele e tivemos um filho, Luiz Otávio, em 2003. Em 2017 eu e Michele nos separamos, mas continuamos muito amigos. O nosso filho Luiz Otávio ficou morando comigo.
Tenho uma casa que recebi como herança da minha mãe, uma construção antiga foi feita com tijolinho baiano e barro.
Devido a uma grande circulação de ônibus e caminhões, da década de 1980 aos anos 2000, a minha casa passou a apresentar sérios problemas estruturais, tive que iniciar uma reforma no meu imóvel. Tentei dinheiro com uma financiadora na simulação deu tudo certo porque ia afiançar com a minha própria casa, mas quando foi efetivar o empréstimo não foi aceito e os corretores não souberam me dizer o motivo.
Enfim, estou morando em dois cômodos pequeninos que construi no fundo do meu terreno para alugar, sou pensionista e trabalho como telemarketing, não tenho condições de arcar com os gastos da reforma, se eu tiver ajuda financeira para avançar a reforma, pelo menos até no ponto em que eu e o meu filho possamos morar, conseguirei alugar os dois cômodos dos fundos, e assim conseguirei dar procedimento no restante da reforma.
Já agradeço a vossa disposição em saber da minha história e também de haver a real possibilidade de ajuda de vocês para a reforma da minha casa.
Chave pixcarlos.fraternidade@gmail.com