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Thumb nildo

Vakinha de
Nildo Reggae
São Paulo/SP

Reconstruir a Rádio Libertadora Povo Sem Medo do Capão

ID da vaquinha: 456210

Copiar url:

Objetivo
R$ 14.000,00
Arrecadado
R$ 9.772,20
$ contribua

Uma vaquinha para reconstruir a Rádio Libertadora Sem Medo do Capão que sofreu um incêndio na tarde do dia 25 de janeiro de 2019. O dinheiro será revertido na reconstrução da rádio e na compra dos equipamentos que faltam para seu funcionamento. https://libertadora.radiolivre.org/

Criada em
25/01/2019
Encerra em
26/12/2019

No dia 24 de janeiro de 2019, um incêndio transformou em cinzas a casa que abrigava a Rádio Libertadora Povo Sem Medo do Capão.

A rádio começou a funcionar em 2017 junto à Ocupação Povo Sem Medo do Capão do MTST em 2017. O objetivo de sua construção era aproximar e dar acesso aos meios de comunicação. Com muito esforço, foi construído um primeiro barraco, noticiado pela TVT. A rádio passou a funcionar principalmente aos sábados, quando as cozinhas da ocupação estavam a todo vapor e quando aconteciam assembleias do movimento.

Veja o vídeo em: "Rádio Libertadora Povo sem Medo": experiência do MTST em uma ocupação:

https://www.youtube.com/watch?v=fz3yHpiL9yY

No mesmo ano, foram realizadas oficinas de radionovela, produzidos vídeos sobre o futebol de várzea da periferia, incluindo a cobertura dos finais de campeonato com drones, a cobertura da festa junina do movimento.

Em 2018, em uma nova fase da rádio, a rádio foi inteiramente reconstruída. Foi necessário um outono e um inverno de trabalho árduo, para que os e as compas do movimento pudessem reerguer e ampliar o estúdio, para que as atividades da rádio pudessem ser comportadas. Com muito trabalho voluntário, vivendo de doações e empréstimos de material e de equipamentos, a rádio pode garantir seu funcionamento durante dois anos.

No início de 2019, os militantes estavam empolgados com a chegada da internet ao estúdio. A possibilidade de transmissão *online*, parecia abrir novos caminhos aos companheiros e companheiras.

No entanto, um incêndio no dia 24 de janeiro tentou apagar o trabalho das pessoas. O motivo do incêndio não foi esclarecido, mas devido a mobilização de muitas pessoas, a área já começou a ser limpada.

Veja a notícia (abaixo as fotos):

> INCÊNDIO DESTRÓI A RÁDIO COMUNITÁRIA LIBERTADORA SEM MEDO - MTST, EM SÃO PAULO.

> No final da tarde desta quinta-feira, 24 de janeiro, um incêndio, de causas ainda não apuradas, destruiu por completo a Rádio Libertadora Sem Medo, > localizada no bairro do Capão Redondo, periferia de São Paulo.

> A rádio comunitária do MTST já foi noticiada pela Rede Brasil Atual e a TVT, em 2017, como um importante veículo de informações da Ocupação Povo Sem > Medo do Capão - MTST e suas 1.500 famílias pertencentes ao movimento.

> https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2156829664355353&id=464790330225970

Para reconstruirmos a rádio, pedimos a sua ajuda financeira ou de equipamentos. Estamos recebendo doações de:

           Caixas de som     Microfones     Mesa de som     Computadores e notebooks     Cabos (P10, XLR, etc)     Pedestais     Discos de vinil e CD's     Impressoras     Aparelhos de CD/DVD/Bluetooth    Máquinas fotográficas e filmadoras  

Também recebemos doações de materiais de construção e de escritório:

        Madeirite     Caibros e madeiras     Mesas de escritório     Cadeiras

Se você tiver equipamentos e quiser doar, escreva para radiolibertadora@riseup.net e visite nosso site em: https://libertadora.radiolivre.org

A arrecadação desse valor será fundamental para reconstruirmos a rádio e pagar por alguns dos danos causados aos equipamentos emprestados.

# Foto da inauguração da rádio. Seu primeiro estúdio.

# O primeiro estúdio da rádio Libertadora por dentro.

# A cobertura da festa junina do MTST no capão

# A Rádio Libertadora na cobertura do futebol de várzea no Capão. Ao todo foram três finais, uma delas filmada com drones.

# O começo da construção do segundo estúdio da rádio. O estúdio atingido pelo incêndio em janeiro de 2019.

# A colocação do piso da rádio. Material reciclado de excelente qualidade.

# A colocação do vidro separando o estúdio e a antesala.

# O segundo estúdio montado, aguardando os toques e a organização final.

# Locutor da rádio logo nos primeiros dias da montagem do segundo estúdio. CDs doados fazendo a alegria dos ouvintes.

# O incêndio e a destruição do segundo estúdio da Rádio Libertadora do Capão

$ contribua

Novidades (23)

Nildo Reggae publicou em 29 de Setembro de 2019:

Entrevista da Rádio Libertadora feita por Júlia Lúcia

1. Em 2017 havia 1.500 famílias na Ocupação Povo sem medo do Capão. Quantas famílias a ocupação abriga hoje?  A ocupação foi vitoriosa e o MTST negociou o terreno junto ao antigo proprietário e a Caixa. Por isso, o terreno foi desocupado e aguarda o início da construção dos prédios que vão abrigar as famílias sem teto. Resta ao poder público cumprir os acordos com a população e resolver rapidamente os trâmites legais. 2. Quando a Rádio Libertadora iniciou suas atividades em março de 2017, a estratégia de distribuição consistiu na instalação de caixas de som nas vielas e (cozinhas??). Foi da proposta de levar as informações para as 09 cozinhas que surgiu a ideia de transmitir a Rádio Libertadora pelo espectro magnético? Quando iniciou a transmissão pela ondas hertzianas? Exatamente. O intuito da Rádio Libertadora foi de criar um canal de comunicação entre as pessoas acampadas, a estratégia inicial foi de instalar as caixas de som nas cozinhas da ocupação. Para viabilizar essa proposta, tínhamos dois caminhos: O primeiro deles seria utilizar uma potência e cabos de áudio por toda a ocupação, o que se mostrou ineficiente em termos de energia e com alto custo econômico, devido ao custo dos equipamentos necessários e, principalmente, da extensão dos cabos de áudio. A segunda alternativa seria utilizar o enlace por meio das ondas eletromagnéticas. O custo se revelou mais baixo e o projeto mais viável e com melhor qualidade. Então, optamos pela segunda opção. Utilizamos transmissores de baixa potência, capazes de conectar as cozinhas e os barracos de lona preta dos acampados. Verificamos também a jurisprudência em relação aos equipamentos de baixa potência que são considerados atualmente insignificantes do ponto de vista jurídico. 3. Na fase em que atuou como 'Rádio Poste', a Rádio Libertadora era também distribuída pela internet enquanto rádio web? A rádio não foi distribuída pela internet por falta de conexão com a rede. Com esse intuito, fizemos no começo de 2019 uma rede mesh com a ajuda das entidades Artigo 19 e Casa dos meninos. Foi só aí que tivemos a possibilidade de transmitir via web. No entanto, no mesmo mês que conseguimos a conexão, o estúdio da rádio foi vítima de um incêndio. 4. O processo de construção e reconstrução da Rádio têm sido um trabalho colaborativo e coletivo. Qual é a participação da comunidade local (moradores da ocupação) na proposta e produção da programação e veiculação dos programas propriamente dito? Coletivamente estabelecemos quais são os dias e horários prioritários para o funcionamento da rádio. Nos dias de assembleia, que são os dias de maior circulação de pessoas, por exemplo, os companheiros e companheiras da rádio se revezam ao microfone para conseguir manter a programação ao vivo por mais tempo. Além da programação ao vivo, fazemos também áudios e vídeos gravados e veiculados pela comunidade também via telefones celulares. É o caso, por exemplo, das coberturas dos campeonatos de futebol de várzea. Como nossa proposta é a do fazer-coletivo, criamos diversas oficinas de rádio, tal como de rádio novela e de montagem dos equipamentos, para romper com a barreira entre a tecnologia e as pessoas. 5. Enquanto ouvintes, como a comunidade participa ou interage com as pessoas que 'fazem a rádio'? Atualmente o celular e as redes sociais são ótimos meios para que os ouvintes da comunidade se comuniquem conosco. No entanto, estão longe de serem os meios principais. O mais comum é ver o interesse das pessoas em visitar o estúdio da rádio e conversar conosco. Ainda hoje, a rádio é um ótimo meio para enviar recados. Se a comunidade precisa de algo, ela sabe que pode contar com a rádio para descobrir quem pode ajuda-la, capacidade que é muito menor nos meios digitais. 6. Consegue me relatar algum episódio em que a atuação da rádio na comunidade evidenciou o seu potencial transformador? Alguma campanha, alguma mobilização que só foi possível por conta da rádio e sua abrangência e imediatismo ou algo do gênero que evidencie a força da rádio para a comunidade. São muitas experiências, acompanhar o futebol de várzea, fazer a festa junina, ajudar a comunidade a conseguir uma linha de ônibus, exigir a melhoria do posto de saúde. Essa multiplicidade existe não apenas por conta da rádio, mas fundamentalmente por estar em Movimento. Não podemos nunca esquecer disso, a rádio é um meio de comunicação que se potencializa em Movimento. Sozinha ela é apenas um equipamento tecnológico. 7. Sabe dizer se os bairros do entorno conseguem ouvir a Rádio Libertadora e qual é a percepção dos seus moradores? O Capão Redondo e o M'Boi Mirim são bairros enormes com grande quantidade de pessoas. Para nós, alcançar apenas a comunidade da nossa ocupação já é um fator de grande alegria. As pessoas adoram a rádio principalmente por conta da diferença entre as comerciais e as rádios comunitárias e livres. A ausência de um espaço mercantilizado (não só das propagandas, como também da locução mercantil) tornou a nossa rádio em um espaço do diálogo em contato direto com as demandas imediatas da vida das pessoas. A vida não se reduz as demandas básicas, ela necessita de teto, comida, saúde, mas é muito maior que isso. A vida é feita pela solidariedade e a comunhão. Quem caminha nas periferias percebe isso e a rádio potencializa a construção de um espaço da vida, não das mercadorias. 8. Como a universidade pode colaborar no ativismo pela efetiva democratização da comunicação no Brasil? Em muitos aspectos, mas principalmente participando da luta dos setores considerados mais carentes da população. Isso significa não se arrogar ser dono do saber, mas parte de um processo de construção de conhecimento em conjunto, em movimento. O saber isolado não se realiza. Para se realizar são necessários conjuntamente as mãos e a mente. Se pensa com as mão, se faz com a cabeça. É assim que descrevemos a nossa experiência na Rádio Libertadora. Rádio Libertadora Povo Sem Medo do Capão Entrevista feita por: Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva Pesquisadora e Docente Universitária Lattes: http://lattes.cnpq.br/6807490498997079

Nildo Reggae publicou em 12 de Agosto de 2019:

*** A reconstrução da rádio a todo vapor ***

A reconstrução do nosso estúdio já começou. Compramos parte dos equipamentos de som e agora estamos empenhados na casa que vai abrigar o nosso estúdio.

Gostariamos de agradecer a todas as pessoas que apoiaram a nossa reconstrução.

Como ainda estamos recebendo doações e também mensagens das pessoas via vakinha, vamos deixar esse canal aberto. Esperamos que logo vocês possam visitar nossa nova casa.

Um grande abraço!

Nildo Reggae publicou em 04 de Junho de 2019:

Compas! Vocês sabem que a Rádio Libertadora do Capão pegou fogo e que para reconstruí-la estamos fazendo uma vakinha em: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reconstruir-a-radio-libertadora-sem-medo-do-capao Estamos quase lá, mas ainda precisamos da solidariedade da galera! Para juntar um pouco mais $, estamos participando de uma atividade no SESC nesta quinta-feira, no Centro de Formação e pesquisa. Esse é o link da atividade. Participem! A atividade vai ser incrível e de quebra ajuda-nóis! https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/praticas-de-fazer-cidade-com-a-radio-libertadora-do-capao-redondo Por fim mas não menos importante: sabemos que tem equipamentos oferecidos que não foram coletados por nós. Pedimos que, mesmo assim, separem suas doações, assim que der vamos passar para pegar. Compartilhemmmmm o/ Abraços solidários!

Nildo Reggae publicou em 30 de Maio de 2019:

* A Rádio Libertadora vai ao SESC *

Venha conferir a atividade promovida pela rádio Libertadora e o SESC-SP. As inscrições estão abertas!!!

https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/praticas-de-fazer-cidade-com-a-radio-libertadora-do-capao-redondo

A rádio Libertadora do Capão convida os participantes desta atividade a vivenciar a preparação e produção de um programa de rádio com transmissão online (e gravação podcast), experimentando desde a montagem dos equipamentos e chegando até a produção radiofônica.

Teremos convidados especiais!

 

Nildo Reggae publicou em 25 de Abril de 2019:

*** O período da vakinha foi prorrogado ***

Estamos reinciando a reconstrução do nosso estúdio, mas infelizmente nos últimos dias a vakinha.com.br andou meio parada e ainda não alcançamos nossa meta inicial.

Por isso, prorrogamos o período da vakinha por mais um mês. Assim, poderemos mandar mais notícias e fotos da reconstrução.

Pedimos também para que aqueles que já ajudaram, faça novamente uma forcinha na divulgação e no compartilhamento.

Vamos chegar a nossa meta! Bora povo!

Nildo Reggae publicou em 26 de Março de 2019:

*** Vakinha não se faz só virtualmente ***

No último final de semana fizemos uma caixinha e passamos o chapéu para arrecadar fundos para nossa reconstrução. Não importa o valor, cada pessoa que deposita na caixinha, que compartilha e que acredita na reconstrução já preenche o mundo de esperança. Cada depósito é uma palavra, um desejo, um alento.

A construção coletiva e a tranformação nunca vem fácil, é um passo após passo, um caminho suado que envolve sonhos e estratégias. É um lugar onde caminhando, escutamos.

Tem alguém nos ouvindo?

 

Nildo Reggae publicou em 12 de Março de 2019:

*** Estamos na reta final e já alcançamos 64% de nossa meta! ***

Em janeiro de 2019 nosso estúdio foi incendiado. Desde então estamos na campanha da vakinha online, mas continuamos pedindo doações de material para a reconstrução da rádio. Assim, conseguiremos tanto reconstruir nosso espaço como comprar os equipamentos que necessitamos.

Já conseguimos doações de computadores e outros equipamentos. Na última semana, batemos de porta em porta nas obras da região e também conseguimos materiais de construção que foram doados por pessoas do Capão Redondo.

Atingir a meta, é essencial para recomeçarmos com força total. Por isso, pedimos mais uma vez que divulguem. Nossa campanha vai apenas até meados de abril. Divulguem o link:

http://vaka.me/456210

Agradecemos imensamente as mais de 59 pessoas que nos ajudaram nesta vakinha online, a solidariedade e o alcance de nossa palavra são realmente valiosos.

MTST, a luta é pra valer!

Nildo Reggae publicou em 25 de Fevereiro de 2019:

*** Dia de assembleia e de reunião ***

Domingo (24/2) foi dia de assembleia do MTST no Povo Sem Medo do Capão Redondo. Logo depois da reunião fizemos uma reunião para decidir os rumos da reconstrução da rádio. Algumas coisas importantes foram tiradas:

A rádio vai ser reconstruída no mesmo espaço anterior. Já nessa semana, vamos pedir doações de materiais para reconstruí-la (madeiras, ferros, telhados, etc). Assim que tivermos os materiais, vamos chamar os mutirões. Fizemos um pequeno calendário. Quem quiser somar, está convidadíssimoa. Vamos fazer uma rifa para somar a nossa vakinha, visando atingir nossa meta.

Seguimos em frente!

Adelante!

Quem ajudou (67)

  • Bernardete Oliveira Marantes
    em 02 de Outubro de 2019

  • júlia lúcia de oliveira albano da silva
    em 12 de Agosto de 2019

  • Diego Moreira Guimarães
    em 14 de Abril de 2019

  • Patricia Yamamoto
    em 29 de Março de 2019

  • Nildo Reggae
    em 24 de Março de 2019

  • Alana Moraes
    em 22 de Março de 2019

  • Maria Ines B nemes
    em 12 de Março de 2019

  • anônimo
    em 12 de Março de 2019

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