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SOBREVIVI,  UMA NOVA CHANCE
Sonhos / Outros
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SOBREVIVI, UMA NOVA CHANCE

ID: 1304591
Sobrevivente de violência domésticaEm 2007 estava realizando o sonho da minha vida, casar e formar uma família. Na realidade estava entrando em um caminho que anos depois deixaria marcas em minha vida e na vida da minha filha, hoje com 13 a ver tudo
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Vaquinha criada em: 19/08/2020

Sobrevivente de violência doméstica

Em 2007 estava realizando o sonho da minha vida, casar e formar uma família. Na realidade estava entrando em um caminho que anos depois deixaria marcas em minha vida e na vida da minha filha, hoje com 13 anos. Casei com um homem que anos depois monstrou sua verdadeira face. Ao ponto de me proibir de trabalhar, sair de casa na maioria das vezes com ele, afastando-me de meus amigos e família. Vivi aprisionada pelo próprio marido, em minha própria casa! Depois de um tempo  engravidei,  consegui um trabalho, mas quase morri. Um rapaz invadiu a recepção do meu trabalho e queria me estrangular (o cara pulou a bancada e foi direto no meu pescoço. Parecia até que já estava ali para isso)! Ao chegar em casa, em busca de um aconchego, aquele homem (meu marido) virou e disse que era melhor não ir mais trabalhar, que era um sinal, para eu ficar em casa, e com medo assim fiz. Desenvolvi a crise do pânico, morria de medo de sair até na porta de casa, de ir ao médico, a igreja! Dentro de casa vivia sendo oprimida  , vigiada todo tempo. A convivência ficou insuportável  ao ponto dele me trancar dentro de casa junto com minha mãe e filha e querer nos matar usan o uma arma preparada por ele. Minha filha foi para a janela do quarto (onde corremos para nos escondermos) e começou a gritar por socorro, fomos socorridas por vizinhos e ele levado para delegacia e depois o próprio filho o internou em um asilo e levou tudo que era nosso, todos os móveis, eletrodomésticos, enfim,  eu e minha filha fomos morar com minha mãe levando nossas roupas, a cama dela, dois cobertores. Entrei na justiça para pedir o litigioso e vieram outras violências como a jurídica, a psicológica.  Ele acabou   falecendo nesse asilo e com isso agora  luto na justiça pelo direito a minha pensão como viúva que tem sido negado pelo Estado. O processo se arrasta na justiça e preciso recomeçar minha vida,  preciso continuar o tratamento da minha filha para que ela possa se livrar dos traumas que ficaram e podermos construir uma nova história para nossa vida. Uma história com final feliz! Estamos nos mudando, mas para isso, começar de novo, precisaremos comprar camas, guarda roupa, fogão, painel tv, roupas de cama, banho, porque infelizmente nada ficou com a gente. Conto com você no que possa ajudar nessa nova caminhada. 

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