
O livro tem 466 páginas e fotos de locais importantes da cidade no período da ditadura, como o Ginásio Caio Martins, que foi usado como presídio político; a 76ª Delegacia de Polícia Civil (onde era sede do DOPS), o Diretório Central de Estudandes da UFF; a Câmara de Vereadores (na época no prédio funcionava a Assembleia Legislativa do Rio), a Fortaleza de Santa Cruz (outro presídio político), o Sindicato dos Operários Navais (que sofreu intervenção da ditadura) e a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha (antigo Centro de Armamento da Marinha, local de torturas). O livro fala da atuação dos movimentos estudantil e sindical, além da atuação da imprensa e a censura, a postura da Igreja Católica, das igrejas evangélicas e da Maçonaria e um panorama da sociedade de Niteroi, dos anos 1960 até a redemocratização. A obra cita ainda ainda a criação da UFF, a construção da Ponte Rio-Niterói e a fusão dos estados da Guanabara e Rio de Janeiro.