
Durante vinte e três anos fiz uma pesquisa de rua sobre a vida de pessoas que vivem na e da rua. Foram histórias ouvidas em relatos dos mais diversos e em locais inóspitos. Após quatro anos com esses textos desenhados em folhas avulsas, recortes, papéis rasgados comecei a escrever essas histórias. Não há imagens, mas relatos de vidas narradas por meio de palavras que desenham fatos dos quais poucos vivenciam, contudo, digo poucos porque são pessoas marginalizadas por uma sociedade vil, capitalista e desumana. É uma denúncia social. Após escrever, mais de oito anos se passaram e ninguém se manifestou em dar apoio à obra, porém, nas linhas de um prefácio, Christina Trevisan diz que é um soco no estômago de quem lê. Agora chegou a hora, esse documentário/jornalístico traz críticas, histórias e verdades das quais poucos querem ter contato com esse universo.