
Meu nome é Rita,sou irmã do Claudiano, e hoje venho pedir ajuda para o meu irmão, alguém cuja força e coragem sempre me inspiraram.
Em 1989, ainda muito jovem, ele foi diagnosticado com xistose na coluna, no distrito de Cláudio Manoel. Foi encaminhado para o hospital de Mariana, mas não havia recursos suficientes, e por isso precisou seguir para o Hospital da Baleia, em Belo Horizonte. Sem melhora, ele passou anos indo e vindo de internações — foram sete anos sem poder estudar, sem poder viver a juventude que merecia.
Com a ajuda de amigos, ele chegou ao Hospital Sarah Kubitschek, onde finalmente descobriram que a doença tinha afetado a medula. Nesse período, meu irmão não andava e não sentia as pernas.
Em 1994, graças a muito tratamento, fé e luta, ele voltou a andar, mesmo com grande dificuldade. Mas as feridas profundas nos pés mostravam que algo pior estava acontecendo.
Amigos o trouxeram novamente para Belo Horizonte, e ele veio morar comigo. Uma conhecida minha trabalhava em um hospital, o Maria de Lourdes Drumond, e foi lá, no desespero, que batemos à porta pedindo ajuda. O pé direito dele já estava em processo de necrose.
Mesmo assim, o corpo clínico insistiu para que ele voltasse ao Hospital da Baleia. Ele foi colocado em um quarto isolado, e depois de avaliação, decidiram operar — mas avisaram que seria preciso amputar parte do pé direito.
Quinze dias depois, veio o segundo golpe: seria necessário amputar o pé esquerdo e parte da perna esquerda, pois a doença — uma osteomielite crônica — já tinha atingido o outro membro. Ele ficou internado até 1999, tentando se recuperar física e emocionalmente de tudo isso.
Em 1997, meu irmão conseguiu a aposentadoria, mas apenas um salário mínimo. O próprio hospital o ajudou a adquirir a primeira prótese para que pudesse tentar retomar a vida.
Morando comigo, ele voltou a estudar. Concluiu o ensino fundamental no CESEC, e em 2001 retornou para Cláudio Manoel para cursar o Ensino Médio, já com 26 anos.
Em 2002, conheceu o grande amor da vida dele, minha cunhada Dulcineia. Casaram-se em 2006 e tiveram duas filhas lindas. A doença ficou estabilizada, mas as sequelas — principalmente as dores — nunca o deixaram.
Mesmo assim, em 2004, ele renunciou à aposentadoria para trabalhar em um hospital de Mariana e dar uma vida melhor para a família.
Hoje, meu irmão está afastado do trabalho, vivendo novamente um momento muito difícil. As dores da amputação aumentaram e a prótese que ele possui já não serve mais, causando sofrimento, limitação e impossibilitando sua mobilidade.
Por isso criamos esta vaquinha.Meu irmão precisa de uma nova prótese para recuperar sua autonomia, diminuir as dores e voltar a viver com dignidade.
Qualquer ajuda — seja uma doação, seja o compartilhamento — fará uma enorme diferença na vida dele.
De coração,Rita