
Meu nome é Fábio Silva, sou estudante do último período de Educação Física na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e tenho uma missão: ajudar a tornar o esporte de Orientação mais conhecido e praticado no Amazonas e em outras regiões do Brasil.
Minha história com o esporte começou de uma forma inesperada.
Antes de conhecer a Orientação, fui atleta de atletismo pelo Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Foi por meio de um dos professores da instituição que tive meu primeiro contato com a Orientação — e aquilo despertou em mim uma nova paixão.
Hoje, além de praticante, atuo como mapeador, produzindo mapas específicos para competições de Orientação. Também possuo certificação pela Confederação Brasileira de Orientação (CBO) na área de desenvolvimento de cartas por meio do software OCAD.
A Orientação é um esporte de aventura que combina atividade física, raciocínio, estratégia e contato com a natureza.
O participante recebe um mapa específico da área de competição e utiliza uma bússola para se deslocar pelo terreno. O objetivo é encontrar, na ordem correta, diversos pontos de controle, registrando sua passagem por cada um deles no menor tempo possível.
Parece simples, mas existe um grande desafio por trás de cada decisão: qual é a melhor rota? Qual caminho será mais rápido? Devo seguir por uma estrada, atravessar uma área de mata ou contornar determinado obstáculo?
Cada escolha pode fazer diferença no resultado.
Por isso, a Orientação trabalha diversas habilidades importantes, como raciocínio lógico, percepção espacial, leitura de mapas, concentração, tomada de decisão, planejamento e resolução de problemas, além do condicionamento físico.
É um esporte que pode ser praticado por crianças, jovens, adultos e idosos, tanto de forma recreativa quanto competitiva.
Atualmente, as competições de Orientação podem utilizar sistemas eletrônicos para registrar a passagem dos atletas pelos pontos de controle.
Esses equipamentos substituem os antigos picotadores mecânicos — semelhantes a pequenos grampeadores — e permitem registrar eletronicamente a passagem do atleta, além de possibilitar um controle muito mais preciso dos tempos de cada trecho da prova.
Para desenvolver um projeto de Orientação com estrutura adequada, precisamos adquirir um conjunto de bases eletrônicas e chips/sistemas de registro, equipamentos de alta tecnologia produzidos pela empresa chinesa Huichang.
O investimento inicialmente estimado para aquisição de todo o sistema é de aproximadamente R$ 120 mil. Felizmente, conseguimos uma condição especial de patrocínio junto à empresa, reduzindo esse valor para aproximadamente R$ 50 mil.
Mesmo com esse desconto, estamos falando de um investimento muito alto para uma iniciativa independente.
É justamente por isso que estou recorrendo à comunidade.
Esta vaquinha não tem como objetivo simplesmente adquirir equipamentos para uso pessoal.
Quero transformar esse investimento em uma ferramenta para desenvolver pessoas e o esporte na nossa região.
Com a estrutura adequada, poderemos trabalhar para:
Um dos pontos que mais me motivam nesse projeto é a possibilidade de levar a Orientação para dentro do ambiente escolar.
O esporte possui uma característica especial: ele consegue unir diferentes áreas do conhecimento em uma única atividade.
Ao interpretar um mapa, por exemplo, o aluno trabalha conceitos relacionados à escala, orientação espacial, distância e representação do território. Ao escolher uma rota, desenvolve raciocínio, planejamento e tomada de decisão. Dependendo da atividade, também podemos relacionar a Orientação a conteúdos de Geografia, Matemática, Educação Física, Ciências e tecnologias de geoprocessamento e sensoriamento remoto.
Além disso, a prática esportiva pode estimular autonomia, concentração, cooperação e resolução de problemas.
Imagine uma criança aprendendo a ler um mapa enquanto corre pela natureza. Imagine um estudante universitário descobrindo uma nova modalidade esportiva e, posteriormente, tornando-se atleta, mapeador ou profissional da área.
É esse tipo de oportunidade que quero ajudar a criar.
O Amazonas possui uma característica que pode ser um enorme diferencial para a Orientação: a nossa relação com a natureza e com ambientes extremamente diversificados.
Temos um território que oferece inúmeras possibilidades para atividades de aventura, educação ambiental, turismo esportivo e desenvolvimento de experiências ao ar livre.
Quero ajudar a mostrar que a Amazônia também pode ser um espaço para revelar atletas, profissionais, mapeadores e grandes projetos esportivos.
Meu sonho é que, no futuro, atletas amazonenses possam representar nosso estado em competições nacionais e internacionais, participando de campeonatos, copas e, quem sabe, competições mundiais.
Talvez R$ 10, R$ 20, R$ 50 ou R$ 100 pareçam pouco diante de um investimento de R$ 50 mil.
Mas, quando várias pessoas acreditam na mesma ideia, pequenas contribuições podem se transformar em algo muito maior.
Não estou pedindo apenas ajuda para comprar equipamentos, estou pedindo ajuda para construir uma oportunidade.
Uma oportunidade para uma criança descobrir um esporte; para um jovem encontrar uma nova paixão; para um atleta representar o Amazonas; para um estudante aprender de uma maneira diferente; para um profissional encontrar uma nova área de atuação; e para que a Orientação possa crescer cada vez mais em nossa região.
Minha missão é fazer com que a Orientação seja conhecida por cada vez mais brasileiros e que o Amazonas possa se tornar um polo de desenvolvimento da modalidade.
Quero contribuir para a formação de atletas, mapeadores e traçadores de percurso, trazer capacitações e cursos para a nossa região, criar novas parcerias e ampliar o mercado relacionado ao esporte.
Este projeto começa comigo, mas não precisa terminar em mim.
Quero que os equipamentos adquiridos sejam o início de uma estrutura capaz de beneficiar muitas outras pessoas.
Quero que todos que contribuírem possam acompanhar o desenvolvimento desse projeto.
Vou compartilhar informações sobre a arrecadação, a aquisição dos equipamentos, os primeiros treinamentos, as atividades realizadas e os resultados alcançados.
Meu Instagram pessoal é @fabioskar e, futuramente, também criarei o perfil @OrtizOrienta, onde pretendo divulgar o projeto, explicar melhor como funciona a Orientação, mostrar os equipamentos e compartilhar cada etapa dessa jornada.
Se você não puder contribuir financeiramente, compartilhar esta vaquinha já será uma enorme ajuda.
Talvez você não possa doar, mas pode conhecer alguém que possa.
Talvez você nunca tenha ouvido falar em Orientação, mas pode ser justamente a pessoa que ajudará esse esporte a chegar a uma nova geração.
Ajude a levar a Orientação para mais escolas, universidades, atletas e comunidades.
Ajude a colocar o Amazonas no mapa da Orientação esportiva.
Qualquer contribuição é bem-vinda.
Doe. Compartilhe. Acompanhe. Faça parte dessa história.
Muito obrigado por acreditar neste projeto e por ajudar a transformar esse sonho em realidade.
Se você é uma grande emopresa e quer que sua marca seja vista e quer fazer uma doação com valor elevado, mande mensagem para o e-mail ortizorientacao@gmail.com.