
1. JUSTIFICATIVA
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN
RESUMO:
Este artigo aborda-se a síndrome de Down ou Trissomia do 21 que é a anormalidade cromossômica mais conhecida e frequente em seres humanos. Compreender através das informações sobre a sua incidência genética e os seus aspectos psicomotor, cognitivo e emocional. A partir de subsídios teóricos, levantamos dados, colocamos elementos que buscam conhecer um pouco sobre dificuldades e capacidades que um indivíduo com síndrome de Down possui. É necessária esta revisão bibliográfica para valorizarmos cada vez mais as pessoas dependentes de suas características.
Palavras chaves: Síndrome de Down, Desenvolvimento, estímulos.
3. INTRODUÇÃO Com as recentes revoluções sociais, o tema Síndrome de Down está cada vez mais frequente no meio social, mas ainda se faz necessário o reconhecimento destes pois são capazes de desenvolver inúmeras atividades.
A síndrome de Down também é conhecida como trissomia do 21, consiste em distúrbio cromossômico, é a causa genética mais comum. Teve seu primeiro diagnóstico em 1866 por John Haydon Langdon Down.
Atualmente é um dos temas mais abordados tanto no meio educacional como na mídia. Entretanto, o desenvolvimento dos indivíduos com síndrome de Down, ocorre de forma lenta e as questões psicomotoras precisam de estímulos que possam ajudar nas dificuldades ocorridas devido a essa anomalia genética que compromete a criança em todos os aspectos físico, motor, biológico e psicológico, pois implica em perturbações de várias ordens.
A maioria das alterações orgânicas das crianças com síndrome de Down acontece durante o desenvolvimento do feto por isso.
Convém assinalar que durante a gravidez não há nada que contribua para o aparecimento desta anomalia. É muito difícil de determinar os fatores responsáveis, e parece que todos os especialistas estão de acordo em que existe uma multiplicidade de fatores etiológicos. (LAMBERT. et. al, 1982. pág. 228)
Nesse sentido essa criança precisará de cuidados redobrados e no que diz respeito ao seu desenvolvimento, demonstrar soluções mágicas não é o propósito desse artigo, mas apresentar elementos teóricos de como as questões referentes a esse processo ocorrem.
Portanto, apresentar-se no espaço deste artigo, como acontecem alguns aspectos relevantes no que diz respeito ao desenvolvimento psicomotor da criança com síndrome de Down, com isso estaremos mostrando que a construção de estímulos e o entendimento de como esses aspectos acontecem contribuem de forma significativa para o futuro bem presente chamado inclusão social.
3.1 O DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN
As questões psicomotoras estão presentes no desenvolvimento dos seres humanos de forma significativa na formação dos indivíduos. Entretanto, para as crianças com síndrome de Down este acontecerá de forma lenta e precisará de acompanhamento e de estímulos que facilitarão o seu desempenho das questões cognitivas, motoras e psicológicas.
As crianças com síndrome de Down desenvolvem-se com um atraso cognitivo, pois a alteração cromossômica traz inúmeros problemas. Contudo, o estudo desse desenvolvimento mostra as diferenças desse processo da criança atípica e a criança típica no que se difere um do outro. É possível perceber que o indivíduo com síndrome de Down, apesar das dificuldades, passa pelos mesmos períodos desse processo, assim como os ditos “normais”.
Porém, sua idade cronológica não corresponde à mental, assim como os seus aspectos cognitivos em que elas apresentam um atraso considerável. Mas é viável ressaltar que a gravidade desse atraso é muito variável nas crianças com síndrome de Down,pois cada ser é único.
Apesar disso o seu desenvolvimento motor, se for bem estimulado, não é muito diferente das crianças típicas.
O desenvolvimento motor da criança com síndrome de Down, se esta tiver beneficiado de um programa de intervenção precoce adaptado, não manifestará grandes diferenças quando comparado com o das outras crianças. (PIERÓ, et.al 1987, pág. 240).
Outro aspecto de auto relevância são as questões emocionais que devem ser analisadas de forma cautelosa a visto que, as pressões psicológicas numa criança com essas dificuldades são bem maiores devido o preconceito, a exclusão social entre outros. Por isso, um acompanhamento psicológico é extremamente importante. É necessário ainda levar em consideração os aspectos biológicos para entender o quanto os mesmos estão intrínsecos às questões psicomotoras.
3.2 HISTÓRICO DA SÍNDROME DE DOWN
A síndrome de Down tem cerca de 1,5 século desde a sua primeira descrição clínica por John Langdon Haydon Down em 1866. Contudo a sua causa ficou ainda como uma incógnita para a ciência daquela época, mas alguns fatores chamavam bastante à atenção de estudiosos. “ aumento da idade materna e a distribuição peculiar dentro das famílias, a concordância em gêmeos monozigóticos, mas a quase total recorrência em gêmeos dizigóticos e outros membros da família ”. (THOMPSON, 2002, pág. 138)
Por volta de 1930 já se desconfiava que esta síndrome fosse causada por alguma anomalia cromossômica, para que pudesse ter fundamentos teóricos mais concretos.
Nessa época ninguém estava preparado para acreditar que os seres humanos fossem de fato sujeitos às alterações cromossômicas. Entretanto quando as técnicas para análise detalhada de cromossomos humanos tornou-se disponível, a síndrome de Down foi uma das primeiras condições a ser encaminhada cromossomicamente (THOMPSON, 2002, pág. 138).
A partir desta análise cromossômica pode-se observar que a maioria das pessoas com esta síndrome tem 47 cromossomos, sendo o membro extra um pequeno cromossomo acrocêntrico que desde então foi designado cromossomo 21.
4. Síndrome de Down
4.1 Características
A Síndrome de Down está presente em cerca de 1 para cada 800 nascimento, pois, devido a idade materna ser maior, os riscos de alterações cromossômicas são maiores, pois o óvulo fecundado acompanha a mãe desde o seu nascimento, sendo o mesmo velho em relação aos das mães mais novas.
As características físicas de crianças com síndrome de Down são bastante perceptíveis, pois seguem um padrão.
“Características faciais dismórficas ”, baixa estatura e braquicefálica como occipício achatado. O pescoço é curto, com pele frouxa na nuca. A ponte nasal é achatada, as orelhas têm implantação baixa e um aspecto dobrado característico, os olhos têm manchas de brushfield ao redor da margem da íris e a boca fica aberta mostrando uma língua grande e cheia de sulcos , as mãos são curtas e largas, em geral com uma única prega palmar transversa e o quinto dedo encurvado . Os pés mostram um grande espaço entre o primeiro e segundo artelhos, com um risco que entendi proximalmente na superfície plantar . (THOMPSON, 2002, pág. 139).
Mas a principal preocupação de pais e especialistas é sem dúvida ao retardo mental apresentando um QI que varia de 30 a 60 quando o indivíduo já pode ser testado. O que não os impede de serem alegres, responsáveis e mesmo autoconfiantes.
5. OBJETIVO(S):
Nosso objetivo é que essa criança possa ser vista e avaliada por uma equipe multidisciplinar, onde serão levantadas suas potencialidades e dificuldades para assim poder se verificar quais são os melhores acompanhamentos para ela. Tais especialidades podem incluir a psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia, fisioterapia, terapia ocupacional,neuropsicólogo, psiquiatra, mas que precisam ser pensadas dentro das possibilidades da família e, principalmente, da criança.
O acompanhamento Psicopedagógico vai agregar mais estímulos para a criança se desenvolver. O Estímulo Cognitivo e Emocional dará ferramentas para a aprendizagem escolar.
6. PÚBLICO BENEFICIADO
Nosso público beneficiado são as famílias de Belo Horizonte, as quais passam por este transtorno quando vão buscar atendimento especializado pela rede pública, sabemos que o déficit na saúde vem ao longo dos anos em nosso país, nosso intuito com este projeto é minimizar este transtorno, assim o Instituto Superar, estará fazendo seu papel para o qual foi criado.
7. DESCRIÇÃO DA AÇÃO OU METODOLOGIA:
Primeiro passo: Consiste em termos o espaço garantido junto a prefeitura de BH, uma vez que está sendo pleiteado o imóvel em degradação, na Av. Capim Branco 231, bairro Vista Alegre – Belo Horizonte - MG.
Segundo passo: Aquisição de toda a mobília necessária para termos as condições necessárias de executar os objetivos propostos pelo projeto.
Terceiro passo: Contratação dos profissionais qualificados para execução do projeto.
Quarto passo: Dar início as inscrições as vagas seletivas.
Quinto passo: Fazer a triagem após confirmação dos dados colhidos, visitando os imóveis (casas) para averiguação da veracidade dos fatos.
Sexto passo: Fazer a inscrição definitiva das crianças aprovadas no exame socioeconômico.
Sétimo passo: Abastecer as despensas para alimentar funcionários e crianças.
Oitavo passo:Dar início aos atendimentos.
8. IMPACTO: Após o início dos trabalhos, decorridos dos primeiros meses, esperamos ter alcançado um desenvolvimento significativo das crianças dentro das especificidades de cada uma , juntamente com seu responsável (pais ou tutor) que juntamente se empenharão dentro do possível para que assim aconteça.
Esperamos ter uma repercussão positiva satisfatório da criança assistida, através do Projeto, PROJETO BIA.
Também no primeiro bimestre, daremos palestras educativas, sobre a saúde da mulher e como educar seu filho dentro da sua realidade social.
Esperamos ainda, gerar um impacto positivo dentro da sociedade com a excelência do serviço prestado.
Entre em contato conosco para mais informações :
31 98697-2759 (Roberto Marques), robertofmarques14@gmail.com.