
Em 2017, numa decisão histórica, Unicamp aprovou cotas étnico-raciais após a maior greve estudantil desde 1982.
Porém, a greve de 2016 não trouxe apenas vitória para o movimento estudantil. Infelizmente, alguns alunos, além de sofrerem represálias dentro da universidade durante a greve, continuam sendo perseguidos politicamente por meio de investigações e punições infundadas até a presente data, 7 anos após a mobilização.
Apesar da greve ter sido um movimento coletivo que aconteceu na Unicamp, os processos dentro e fora da universidade foram individualizados. Focaram-se em alguns participantes do movimento, principalmente integrantes do DCE e de Centros Acadêmicos.
Atualmente, 7 ex-alunos da Unicamp ainda respondem em um processo cível, de obrigação de fazer e não fazer (1029128-41.2016.8.26.0114), aberto na época da greve. No dia 21/09 foi dada a Sentença de Primeiro Grau com a condenação.
Porém, vamos fazer o Recurso de Apelação para o TJSP buscando a nossa defesa, onde debateremos algumas questões processuais sobre a validade do processo, o mérito da ação e outras questões como não responsabilização individual pela ação coletiva e a perseguição praticada pela Unicamp.
Para isso, precisamos arcar com as custas processuais e também com os honorários da nossa advogada.
Contamos com vocês que defendem o movimento estudantil para que possamos continuar nos defendendo!