
Eu sou a Elizabete Cristina Lima do Nascimento, tenho 52 anos, sou cadeirante, meu beneficio foi cortado pelo INSS desde que começou o mutirão, por esse motivo deixei de pagar o aluguel, hoje soma uma divida na casa de 15mil reais entre os atrasados do aluguel, dentre outras. A sentença de despejo decretou para desocupar o imóvel até dia 05/09. Já fui a todos os órgãos públicos desde março/19, e nenhum tem indicação de um lugar com acomodações para deficientes cadeirantes. Até mesmo recorri a movimentos populares de moradia e ocupações, como as instalações tem condições precárias os prédios não tem elevador, possuem apenas escadas, condição essa que impede que ali eu more. Tentei aluguel social e só com ação judicial, porem a prefeitura recorreu e nada consegui. Sigo sem ter onde morar e com uma divida acumulada (repito) na casa de 15 mil reais, sobre os alugueis vencidos e sem recursos para uma locação em uma outra moradia. Necessito de ajuda para não virar mais uma moradora de rua.
Quero que saibam que no meu nascimento minha mãe teve eclampse e faltou oxigênio tive uma paralisia cerebral que afetou minha locomoção, porém ainda andava de muletas até a adolescência. Passei por 17 cirurgias até o momento na tentativa de voltar a andar, mas foram infrutíferas e com o passar do tempo e agravamentos entre idas e vindas estou na cadeira de rodas desde 2013 definitivamente.
A minha primeira cadeira de rodas foi manual, por fazer muito esforço fiquei com comprometimento nos ombros e todo o braço direito.
Com o agravamento meu médico laudou o pedido de aposentadoria, porém mesmo ajuizando ação o perito alegou que ainda tenho o braço esquerdo para fazer minhas atividades diárias, eu consigo me alimentar, higienizar, com o braço esquerdo vou trabalhando com chocolates (faço trufas etc) para conseguir manter o meu sustento.
Infelizmente nem com a lei de cotas consigo me inserir no mercado de trabalho.
Em 2015, no metrô fui derrubada, me machuquei muito, o Metrô por sua vez me deu uma cadeira motorizada alemã, sensacional, me ajudou muito, porém no mês de Agosto de 2019, em uma empresa, me derrubaram nessa cadeira elétrica, quebraram a minha cadeira, e fui machucada. A Empresa me colocou numa cadeira manual o que me limitou imensamente, e mandaram arrumar a minha cadeira elétrica, mas ela ficou com o acento torto, o que me gera muita dor nas costas. A empresa me disse que é o máximo que pode fazer por mim.
Estou numa situação muito critica, fui despejada, não tenho onde morar, não consigo manter meu sustento, e a minha cadeira motorizada está me deixando com mais dores por ter sido arrumada de forma rude. No fundo, eu também preciso que arrumem adequadamente minha cadeira.
PRECISO DE AJUDA
CONTO COM VOCÊS