
Martel Del Colle era policial militar quando escreveu textos críticando a violência policial e a ideologia bolsonarista dentro das instituições. Sendo o primeiro texto de maior repercussão escrito durante oas elleiç0e$ de 2018 quando o apoio ao Inominável pelas instituições policiais estava tomando proporções assustadoras. No intuito de trazer mudanças e melhorias à segurança pública e às instituições, apresentou críticas e soluções aos problemas que levam a policia a agir de maneira arbitrária e ilegal, sempre focado na melhoria da educação policial e no compromisso com a legalidade. Quando a lava jato ainda era vista como a epítome da justiça bem-feita, já apresentava críticas ao modelo lavajatista e as futuras consequências do modelo. Criticou o machismo das instituições policiais, bem como a violência utilizada como método de controlo social de oprimidos contra oprimidos, e a educação castrada e fechada em si mesmo que ignora evidências e se considera com auto verdade. Após seu primeiro texto com maior alcance, foi imediatamente chamado à corregedoria da policial do seu estado a fim de prestar explicação acerca do texto. Menos de um mês depois foi transferido para outra unidade. Negou a transferência, alegando transferência por perseguição e foi preso em procedimento disciplinar posteriormente.
Sofreu com depressão profunda, o que levou a uma aposentadoria, entretanto, a instituição policial afirmou que a depressão nada tinha a ver com a perseguição e o serviço policial, concluindo que a aposentadoria deveria ser proporcional ao tempo de serviço. Teve uma redução de 2/3 do salário e o banco começou a reter integralmente o salário do servidor para abater dívidas. Teve nova crise depressiva por falta de medicamentos, já que não podia arcar com as despesas, mas não conseguiu êxito nas negociações com a instituição bancária, sendo obrigado a aceitar um acordo muito oneroso para ter acesso ao salário. Ainda possui cerca de 60 mil reais em dívidas acumuladas durante todo esse processo.