Vaquinha criada em: 03/01/2023
A MEMÓRIA DO VÔLEI PEDE AJUDA
O carioca Marcos Vinícius Gawantka tinha o sonho de ser jogador de vôlei. A vontade ficou pelo caminho, mas a paixão pelo esporte não.
Quinho Sabiá, como é conhecido no meio e nas redes sociais, virou o maior colecionador de artigos relacionados ao voleibol. E agora precisa de ajuda para continuar seu trabalho.
Quinho conseguiu aprovação de seu projeto de conservação da história da modalidade por meio da Lei de Incentivo do Esporte. E busca parcerias para continuar suas pesquisas, editar vídeos, organizar exposições e colocar em ordem todo o material que aguarda tratamento em seu depósito.
No acervo pessoal de Quinho há mais de 250 itens entre camisas, shorts e agasalhos de algumas das principais equipes do país – a maioria já extinta –, mais de 5 mil recortes de jornais e revistas entre as décadas de 1970 e 2020, mais de 2 mil jogos digitalizados dos campeonatos internacionais e nacionais mais importantes e cerca de 400 fitas de VHS para transformação em mídia digital.
Nos últimos meses, Quinho presenteou seus seguidores nas redes sociais com jogos da Olimpíada de Munique, em 1972, e uma preciosa gravação de uma partida entre União Soviética e Estados Unidos em – acreditem – 1956. E todo dia ele posta edições com jogadas dos maiores craques do presente e do passado e de jogos memoráveis de Olimpíadas e Mundiais.
Não bastasse isso, sua incansável dedicação se estende à promoção de lives e entrevistas com personagens da história do voleibol, muitos deles perseguidos pelos jornalistas, que nem sempre têm sucesso em seus convites. Reconhecido em todo o meio voleibolístico, Quinho entrevistou recentemente Bernardinho por mais de uma hora e meia (quem é do voleibol sabe o quanto isso é difícil). Meses atrás apresentou ex-atletas internacionais do nível das cubanas Magaly Carvajal e Mireya Luís, da russa Elizaveta Tishchenko, além dos sérvios Vladimir Grbic e Ivan Miljkovic.
Uma de suas últimas ocupações é criar bonecos inspirados nos craques do vôlei, como esta da saudosa Isabel, apresentada numa exposição em homenagem à craque falecida recentemente.
Isabel, retratada em miniatura por Quinho Sabiá (foto do autor)
Quinho conseguiu reconhecimento internacional, tendo sido entrevistado pela revista italiana Conessionne. No Brasil, no entanto, as ofertas institucionais de colaboração são nulas. Em todas as portas em que Quinho bateu, foi recebido sempre com um cafezinho e elogiosos tapinhas nas costas, mas nada disso ajuda a manter todo o trabalho dispensado à memória do vôlei.
Para dar conta de seus trabalhos e sua busca por novas relíquias, ele precisa de dinheiro. Manter impressoras, HDs externos com alta capacidade memória, scanners, quatro servidores remotos na nuvem para armazenamento, notebooks, gravadores de DVD, USB para conversão em mídia digital e monitores, além de preservar e armazenar livros, revistas, álbuns de figurinhas, camisas, flâmulas, exige gastos que são custeados pelo bolso do próprio colecionador.
E para que tudo isso não pare e possa se expandir, Quinho busca apoio por meio de uma “vaquinha”. No entanto, o total arrecadado até aqui não é suficiente para que o trabalho continue. Quem quiser colaborar e divulgar, o linka para doações está logo a seguir. O voleibol agradece.
https://www.vakinha.com.br/vakinha/pesquisa-da-historia-do-voleibol-quinho-sabia-marcos-vinicius-gawantka