
"Meu filho Kalyson nasceu com 40 semanas, mas na hora do parto, algo inesperado aconteceu. Ele nasceu com a cabeça para fora, mas em seguida voltou para dentro. O parto foi considerado tranquilo, mas esse processo resultou em uma falta de oxigenação no cérebro dele, algo que os médicos não perceberam na hora.
Conforme o tempo passava, comecei a notar que Kalyson era muito molinho. Aos 5 meses, levei-o a alguns médicos que disseram que era normal. Mesmo assim, continuei buscando outras opiniões médicas. Foi quando levei ele para a Lagoa que me encaminharam para o hospital Fernando Figueira , onde fizeram um exame genético e descobriram um atraso no desenvolvimento dele. No entanto, não havia um diagnóstico preciso.
Após muitos exames, aos 4 anos, finalmente recebemos o diagnóstico de paralisia cerebral, consequência do que ocorreu no nascimento. Desde então, ele começou a fazer terapia, RPG e fisioterapia em um hospital onde recebemos um acolhimento melhor. Mas Kalyson não anda.
Estamos em busca de um diagnóstico para o atraso motor, e agora os médicos suspeitam que ele também tenha um atraso mental. É uma luta constante e desafiadora, mas o que mais me dói é ver meu filho, que hoje é um adolescente, sentir-se triste por não ter autonomia.
O maior sonho do Kalyson é ter uma cadeira de rodas motorizada. Ele acredita que isso lhe dará a liberdade e independência que tanto deseja. Como mãe, é devastador ver meu filho sofrer e não poder proporcionar a ele essa autonomia que ele tanto almeja.
Qualquer ajuda para realizar esse sonho do Kalyson será um passo enorme para devolver a ele um pouco da alegria e dignidade que ele merece. Juntos, podemos transformar a vida do meu filho, dando-lhe a oportunidade de viver com mais independência e felicidade."