
Em Santa Catarina, muitas professoras e professores vêm sendo sistematicamente perseguidas por exercerem sua liberdade de expressão, liberdade de cátedra e de associação política. Essas perseguições, geralmente promovidas e fomentadas por agentes públicos com cargos políticos, se valem da infra-estrutura das redes sociais na internet para angariar adesão de grupos conservadores e de extrema-direita que rechaçam toda prática de educação cidadã e comprometida com os direitos humanos, a diversidade, o antirracismo, a defesa dos povos indígenas, as questões ambientais etc.
Recentemente, uma professora da Faculdade Ielusc, em Joinville, foi processada pela dep. federal Júlia Zanatta, por conta da gravação editada e vazada de um debate ocorrido em sala de aula. Em 24 de novembro de 2023, o Juizado Especial Criminal de Joinville decidiu que a professora (cujo nome será preservado aqui) pague R$ 3.000 à deputada, após se recusar a aceitar os termos de um acordo absurdo, que envolvia performance e espetacularização midiática por parte da deputada que, como de praxe, faz desses processos judiciais um palco para sua autopromoção e engajamento.
Essa Vakinha tem por objetivo arrecadar o valor dessa indenização injusta e ajudar nossa colega a passar por esse momento difícil e desafiador. Mais do que isso, trata-se de uma ação que coloca a experiência individual de nossa colega e amiga na dimensão da luta e da ação coletiva, uma vez que como ela muitas e muitos docentes, de educação básica ao ensino superior, vêm enfrentando.
A professora processada por essa deputada das tiaras de flores tem um legado exemplar e irretocável. Das salas de aula aos diferentes territórios de luta e resistência, ela desempenha, há décadas, um papel fundamental e inspirador na construção de uma sociedade justa, solidária, igualitária e fraterna para todas, todos e todes.