
Sem nenhum centavo de nenhum banqueiro “amigão”, dirigi um documentário independente sobre a ascensão de Bolsonaro e seu governo durante a pandemia, intitulado A Necropolítica do Governo Bolsonaro. O filme é a primeira parte de uma trilogia sobre a aversão do bolsonarismo aos grupos socialmente “minorizados”.
Tenho outras duas partes já prontas, que precisam apenas ser montadas. A segunda aborda a relação de Bolsonaro com os intelectuais e as mulheres. A terceira trata de sua relação com os pobres, os negros e os indígenas.
Como gastei cerca de R$ 12 mil para realizar o primeiro filme, acredito que, com cerca de R$ 25 mil, eu consiga finalizar os outros dois.
Os filmes são construídos a partir de depoimentos de brasileiros — mulheres, artistas, negros, indígenas, intelectuais e outras pessoas que viveram e testemunharam esse período —, compondo um retrato do Brasil sob o governo Bolsonaro.
O propósito da trilogia é revelar, por meio dessas vozes e experiências, aquilo que considero ser a verdadeira face do bolsonarismo: seu anti-intelectualismo primário, seu desprezo pelo conhecimento e sua aversão aos grupos que historicamente ocupam as posições mais vulneráveis da sociedade brasileira.