
O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA
Sim queridos possíveis contribuintes desta joça homérica, vocês estão prestes a colaborar com a maior consagração já vista nestes domínios tupiniquins. PA - LHA - ÇA - TU - RAAAA!!
Uma comunhão. Um Rito de Passagem. Uma apoteose.
Mais gostoso do que coçar frieira.
Mais fino do que o mapa do Chile.
Mais atrativo do que queijo minas e goiabada cascão.
NUNCA NA HISTÓRIA DA TERRA SE VIU TANTA GENTE SE ENCONTRANDO!!! NUNCA DA HISTÓRIA DA TERRA SE VIU TANTA GENTE SE ABRAÇANDO!! NUNCA NA HISTÓRIA DA TERRA SE VIU TANTA GENTE SE ALEGRANDO!! E nunca os palhaços foram tão singelos e humildes...
ENFIM! O que importa agora é que vem aí a PA - LHA - ÇA - TU - RAAAA!
Lê o resto do texto aí e vê do que se trata esta bagaça.

No dia 22 de outubro de 2016, realizaremos a 2ª PALHAÇATURA – Rito de Passagem, da Escola Livre de Palhaços coordenada pelo Grupo Off-Sina, do Rio de Janeiro/RJ.
Trata-se da segunda edição da PA-LHA-ÇA-TU-RAAAA de palhaços organizada pelo grupo. É um encontro, uma comunhão, uma consagração, aberta e gratuita que vai além dos moldes das formaturas tradicionais.
É um ritual, porque o palhaço nunca se forma ou se põe forma! Mas estuda, e muito, e todos os dias. É isto, mais a convivência e o que foi construído de fevereiro para cá, que este espetáculo-ritual quer consagrar.

Serão 21 palhaços no picadeiro da Escola Nacional de Circo. Estes artistas aprendizes passaram pela Escola Livre de Palhaços – a EsLiPa – nos últimos nove meses, tendo acesso à linguagem do palhaço em uma construção do que é o Palhaço Brasileiro!
Como já dito, são 21 palhaços, representando três nações (Brasil, Colômbia e Argentina) e todas as regiões do país (08 Estados).

A ESLIPA – ESCOLA LIVRE DE PALHAÇOS, fundada em janeiro de 2012, é uma iniciativa pedagógica no âmbito das artes circenses, mais precisamente da palhaçaria, um espaço de formação, aperfeiçoamento e qualificação que se propõe a desenvolver uma metodologia de ensino específica, desenvolvida pelo Grupo Off-Sina, num processo que envolve a aquisição de múltiplos saberes artísticos e culturais, a inserção desse artista na sociedade e o reconhecimento da arte e do ofício do palhaço brasileiro como potência.
O ensino da palhaçaria na ESLIPA parte da relação entre dois pilares iniciais: o encontro com os Mestres Palhaços, um por módulo e com 15 linguagens complementares e integradas, criando um sistema que envolve a multiplicidade na formação, através da práxis e da experiência. Assim, a metodologia de ensino parte da experiência de cada um com o coletivo e da experiência-ação do coletivo com cada um.

O Palhaço é o ser, ente, entidade ou arquétipo, responsável por curar as feridas do mundo. É também aquele que aponta os defeitos deste mundo, nem que para isso ele os aponte em si mesmo. O Palhaço é um território, e por isso abarca várias linguagens e se relaciona com todas elas de maneira a se colocar por baixo, para que nunca se afaste de seu público e do encontro com os seres e os humanos.

Por tudo isso, estes 21 alunos agora buscam o seu evento de formatura que de formatura e de evento não tem nada. Porque a “forma” é “deformada” à maneira destes vinte e um, e se trata de um encontro, e não de um evento tão somente. Vindos de muitos lugares, com muitas referências, nossos palhaços são “seres” bem diferentes mas todos pertencentes a este mesmo território Palhaço.

Como já dito, somos 21 palhaços, de três nações, de oito Estados do Brasil, representando todas as regiões. Estes são os nomes dos meliantes:
Adriano Paes Mauriz – Palhaço Chalupa – São Paulo/SP
Aldrey Márcio Rocha Rodrigues – Palhaço Pipiu – Fortaleza/CE
Alexandre Lavorini – Palhaço Trapino – São Paulo/SP
Aline da Cruz Barbosa - Palhaça Margarida – Macaé/RJ
Ana Oliveira – Palhaça Ella – Manaus/AM
Anthony Brito – Palhaço Fornalha – Macaé/RJ
Benedito Cordeiro Hermano Neto – Palhaço Borradinho – Rio de Janeiro/RJ
Denise de Souza Bruno - Palhaça Reco Reco – Ribeirão Pires/SP
Eduardo do Amaral Marques – Palhaço Dudu do Circo – São Bernardo do Campo/SP
Fábio Luis Venturini - Palhaço Pafúncio – São Bernardo do Campo/SP
Flávio Gomes Freire de Azevedo – Palhaço Xipoca – Patrimônio da Penha/ES
Gerson Bernardes - Palhaço Lambreta – Londrina/PR
Iúri Gebara - Palhaço Arvreto – São Caetano do Sul/SP
Jessé Cabral de Sousa – Palhaço Ambroxol – Duque de Caxias/RJ
Jimmy Charles da Silva Gomes - Palhaço Zé Doidinho – Teresina/PI
Lautaro Tomas Escola – Lautaro - Argentina
Lelê Marins - Palhaça Superela – Brasília/DF
Lilian Moraes - Palhaça Currupita - Rio de Janeiro/RJ - Coordenadora
Luciene Souza de Oliveira – Palhaça Luba – Belo Horizonte/MG
Meyriane Felippe de Castro - Palhaça Fadinha – São Bernardo do Campo/SP
Pedro Fontana - Palhaço Sizu – São Paulo/SP
Richard Riguetti - Palhaço Café Pequeno - Rio de Janeiro/RJ - Coordenador
Daniel Satin – Palhaço Satin – Colômbia

Após uma análise psico-sócio-físico-monetária, chegamos ao valor de 14 contos! Este valor é hipotético e visa cobrir a “cabeça” do nosso encontro, mas provavelmente quando ele cobrir a cabeça vai descobrir os pés, que nem coberta curta.
Mas, se vocês contribuintes de coração puro e despojados de suas posses mundanas estiverem animados, posso dizer que a gente tem muita ideia pra pouco dinheiro.
Pense: são 21 palhaços tendo tempestades mentais para desconfigurar um evento formal e quadrado que é uma formatura tradicional. A gente gosta das coisas redondas, e se possível, vermelhas, como o nosso nariz.

Pensamos, por exemplo, em uma Guerra de Palhaços, com armas como bexigas d’água, tortas de chantilly, em campo aberto, com Generais palhaços e espiões palhaços. Pensamos em chegar de balão ou soltar milhares de balões pela cidade. Pensamos em ter nossas fotos interativas, pensamos numa sátira da última ceia, num show de mambo, em becas de formatura com os nossos glúteos aparecendo, em canudos de diploma de onde saltassem cobras de mentira, em um parto natural de verdade...
Enfim, somando todas as nossas ideias, elevando ao quadrado, cortando o imposto de renda, iéssiéssi, pis pasépi, chegamos à conta de 01 bilhão 234 milhões 567 mil e 89 centavos. Com uma margem de erro para mais ou para menos, porque até outubro muito se falará em margem de erro.
Resumindo, nem pra mim nem pra você, vamos fechar nos 14 pilas e tá tudo certo!
Este valor arcará com os custos fixos da produção, que visa atender o maior número possível de plateia, uma vez que será gratuito, no coração do Circo na Cidade do Rio de Janeiro, qual seja, a Escola Nacional de Circo, na Praça da Bandeira. Os valores arcarão com as despesas de sonorização, iluminação, divulgação, registro, transporte e hospedagem de um Palhaço Homenageado (nosso 'Palhaninfo'), produção de cenário e adereços, e transporte e hospedagem para trazer o Grupo Palombar, grupo de Circo Teatro formado pelo Instituto Pombas Urbanas, da Cidade Tiradentes (São Paulo/SP).
