
1. Definição de TEA
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação, comportamentos e socialização. Os sintomas surgem ainda na infância devem comprometer a capacidade do indivíduo em função da sua vida e do dia a dia.
A pessoa com TEA apresenta dificuldades de interação social, emocional alternativo. Podendo apresentar dificuldade de estabelecer ou manter uma conversa e as interações sociais. Apresenta incapacidade de iniciar uma interação e problemas com a atenção compartilhada ou partilha de emoções e interesses com os outros. Além de apresentarem graves problemas para manter relações, com dificuldades de jogar fingi se engajar em atividades sociais apropriadas à idade e problemas de adaptação a diferentes expectativas sociais.
Apresentam ainda problemas de comunicação não verbal, o que pode incluir o contato anormal dos olhos, postura, expressões faciais, tom de voz e gestos, bem como a incapacidade de entender esses sinais não verbais de outras pessoas. Por essa razão, uma criança autista não olha nos olhos de sua mãe, não compreende seu choro, não compreende o sorriso nos lábios de seus familiares.
Além disso, o indivíduo com TEA pode apresentar alguns comportamentos atípicos tai como: apego extremo a rotinas e padrões e resistência a mudanças nas rotinas; fala e/ou movimentos repetitivos; interesses intensos e restritivo, por exemplo gostar apenas de dinossauro, planetas. Podem apresentar dificuldade em integrar informação sensorial ou forte procura ou evitar comportamentos de estímulos sensoriais, ou seja, sons muito altos podem trazer desconforto. O toque, o pegar na mão, o abraço pode ser um sofrimento a criança com autismo sem tratamento.
1.1 Causas do TEA
As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno. De acordo com a Associação Médica Americana, as chances de uma criança desenvolver autismo por causa da herança genética é de 50%.
De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas.
1.2 Incidência e prevalência de TEA
Apesar de pouco divulgado o transtorno do espectro autismo tem uma incidência muito grande, a sociedade internacional de pediatria preconiza que a prevalência de autista no mundo seja de oito vezes mais que de crianças com a síndrome de Down. Estima-se que haja mais casos de TEA que de AIDS. O IBGE em 2014 estimou os casos de autismo em 2 milhões no Brasil. A Organização das Nações Unidas estima que cerca de 1,0% da população mundial apresenta TEA. A sociedade americana de pediatria preconiza que 1 a cada 88 nascidos sejam autista.
No período de 1997 a 2009 houve um aumento na incidência de casos de autismo em 600%. Esse aumento no número de casos de autismo é em decorrência da melhor formação profissional e da maior divulgação do autismo no meio acadêmico o que permite o diagnóstico mais fidedigno a essas crianças.
O diagnóstico precoce é fundamental para a melhor reabilitação e melhor socialização dessas crianças.
1.3 Tratamento para as crianças com TEA
Infelizmente o TEA não apresenta cura, mas com o tratamento especializado e qualificado melhora muito o quadro clinico dessas crianças, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao autista e a seus familiares.
O tratamento do autismo envolve intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, para o desenvolvimento pleno do autista. O recomendado é que uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de intervenção orientado a satisfazer as necessidades particulares a cada indivíduo. Dentre esses profissionais envolvidos com o tratamento cita-se: psiquiatra, neurologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionista, psicopedagogos, educador físico, entre outros de acordo com cada necessidade.
O custo com esse tratamento que deve ser constante é estimado pela revista de autismo algo entre R$15 a R$20 mil reais por mês. O que é impossível de ser realizado pela maioria das famílias brasileiras.
Com o objetivo de oferecer aos autistas e seus familiares de Divinópolis e região Centro Oeste, foi criando o CÉU AZUL.