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O UKULELE PERDIDO

ID da vaquinha: 74500
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Meu pai César é uma grande pessoa. Tem um coração tão grande que nele cabe o mundo inteiro! Sua vida é lutar pelo bem de todos e todas. Sua vida é fazer as pessoas sorrirem e se sentirem felizes. Considera isso a sua tarefa no mundo e não mede esforços para realizá-la. Nasceu em uma família pobre, no interior. Veio para a capital nos anos 80 em busca do sonho de estudar. Passou necessidades, trabalhou, militou, estudou, amou, lutou… sempre correndo atrás de seus objetivos, de seus sonhos, de seus ideais. Não posso deixar de dizer que ele respira e transpira música e poesia. Sua arte é a sua maior e melhor arma na luta diária pela vida. Sua música inspira e acalenta …convoca a alegria para que se apresente e permaneça entre as pessoas. É muito bom estar na sua companhia e ouvir o que tem a nos dizer através da sua poesia e da sua música. Nos faz melhores e mais fortes. Acontece que, dia desses, enquanto pedalava pelas ruas da cidade, o seu instrumento mais querido, o ukulele, que levava valentemente preso ao bagageiro da bicicleta, perdeu-se. Nunca vi tanta tristeza num olhar como vi naquele dia. Parecia que uma parte dele havia se soltado do bagageiro da bicicleta e se perdido para sempre no asfalto e entre os buracos da cidade. Aquele pequeno ukulele tinha sido um presente de meu irmão quando este alçou seu voo e foi seguir sua vida fora da nossa casa. Meu irmão costumava levá-lo a todos os lugares e tocar horas seguidas. Meu pai gostava de ver e ouvir e, sempre que podia, pedia uma “palhinha”. Quando meu irmão deixou o ninho, deu o ukulele a meu pai. Ele ficou imensamente feliz com o presente e cuidou do instrumento com carinho de pai. Andou dias atrás de um pedaço de couro com o qual pudesse fazer uma capa para o instrumento. Um dia chegou sorridente com o couro nas mãos e pôs-se a desenhar a capa com empenho enternecedor, Depois, procurou por mais tantos dias alguém que pudesse confeccioná-la a partir dos poucos recursos que tinha. Conseguiu e, com muito orgulho e alegria chegou em casa um dia com o ukulele protegido numa capa de couro novinha. E, assim como antes fazia meu irmão, passou a carregá-lo onde ia e a distribuir sua música por aí sem parcimônia, quase como uma missão de alegria e generosidade. Mas o ukulele de meu pai calou-se e, junto com ele, uma parte de meu pai permaneceu calada. Não é um instrumento caro, mas ele é professor da rede estadual e aqui no RS estamos todos sendo vítimas do governo Sartori, que parcela salários e não respeita as pessoas. Meu pai não conseguiu comprar outro ukulele e continua triste e calado… Nesse dia dos pais, gostaríamos de poder vê-lo sorrir de novo ao dedilhar as cordas do ukulele. Por isso estamos contando com a solidariedade de todos e todas que entendem o que Nietzsche já nos dizia: nós precisamos da arte para não morrer de/da verdade. A ideia é comrar um novo Ukulele modelo Concert, com cordas extras e uma capinha bem linda e especial, como era a antiga. Contamos com vocês para fazer a alegria dessa pessoa que merece demais! 
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