
Sou Erika Miranda, mulher preta, tenho 37 anos, sou mãe solo, baiana de acarajé.
Faço parte da família Miranda na qual a minha avó a 62 anos atrás iniciou o ofício de baiana de acarajé para sustentar os seus quatro filhos. Foram tempos de muito sofrimento e humilhações por conta do ofício de baiana de acarajé ser muito desvalorizado, entretanto, com muita luta e resistência, os filhos, netos, bisnetos e todas as gerações subsequentes permaneceram seguindo o exemplo da nossa querida matriarca e mestra de acarajé. Hoje na família Miranda somos cerca de 25 pessoas que trabalham direta ou indiretamente com o acarajé e além disso, ensinamos o preparo dos quitutes e o valor cultural para outras pessoas e dessa forma, dando continuidade à cultura, tradição e preservação dos saberes identitários que a minha avó iniciou com muito amor.
Esse ano, teremos a oportunidade registrar a história da minha família , que representa tantas famílias de baianas de acarajé através do edital da realizado aqui na Bahia , na categoria áudio visual para web, porém para termos maiores chances de sermos contemplados, precisamos montar uma equipe de profissionais em áudio visual, roteiro, direção e produção. Precisamos também de uma pessoa para escrever a nossa história para o edital, e para esse fim, é necessário o investimento inicial de $3 mil reais para a contratação.
Infelizmente não iremos conseguir arrecadar esse valor antes do prazo de inscrições para o edital encerrar. Por isso precisamos de todo apoio possível, para que a história da família Miranda, a família de baianas de acarajé possa está sendo registrada e assim possamos mostrar para todo mundo a beleza de manter as tradições e a cultura de um povo que sofreu, mas resistiu e hoje leva a alegria e o sabor através do acarajé para a Bahia e para o mundo.
Você quer fazer parte desse projeto maravilhoso?
Ajude- nos com a nossa vaquinha para alcançarmos o valor de $3 mil reais para iniciarmos essa trajetória rumo a concretização desse sonho!