



Mingi foi internado na quarta-feira (05/11) após passar por uma cirurgia de penectomia, que infelizmente não teve sucesso. A penectomia é um procedimento extremamente delicado que envolve a remoção parcial ou total do pênis, geralmente indicada em casos graves de obstrução urinária — quando o animal não consegue urinar devido a um bloqueio na uretra, o canal responsável pela eliminação da urina. Essa condição é extremamente perigosa, pois impede o funcionamento adequado dos rins e pode levar à morte em poucas horas se não for tratada rapidamente. Mingi está enfrentando seu terceiro episódio de obstrução total, o que significa que, por três vezes, sua uretra ficou completamente bloqueada, causando dor intensa, inchaço e impossibilidade de urinar.
Autorizamos a primeira cirurgia em meio ao desespero de mais um caso de obstrução. Acreditei que seria realizada uma penectomia “simples”, mas ao final do procedimento fui informada de que, devido a uma complicação, Mingi passaria a urinar pela barriga. Desesperada com essa notícia devastadora, levei-o imediatamente à clínica onde ele permaneceu internado até ontem, na esperança de corrigir os erros da primeira cirurgia e evitar novas complicações. Diante da gravidade do quadro, ele precisou passar por uma segunda cirurgia de urgência, depois que os médicos alertaram que ele corria sério risco de não resistir à noite do dia 06/11. Após o procedimento, ele retornou à internação — forte, como sempre. Seguíamos apreensivas quanto ao seu futuro, mas ainda esperançosa.
Durante 17 dias, aguardamos ansiosamente que ele conseguisse urinar sem a sonda colocada após a cirurgia. Porém, infelizmente, isso não aconteceu. Como Mingi estava relativamente estável, não fazia sentido mantê-lo internado por mais tempo. A única alternativa possível passou a ser o uso da sonda em casa, pelo resto da vida. Agora, precisamos sondá-lo a cada 6 horas e manter todos os cuidados necessários para evitar infecções no novo local de saída da urina, garantindo que Mingi continue tendo qualidade de vida.
Até o momento, já foram gastos cerca de R$ 11 mil com o tratamento do Mingi. Não pretendemos arrecadar todo o dinheiro investido — sabemos da dificuldade de cada pessoa — mas qualquer ajuda é muito bem-vinda, já que ultrapassamos muito além do que imaginávamos e ainda teremos gastos contínuos com o tratamento.
Agradeço imensamente qualquer compartilhamento e qualquer oração, para que, apesar de toda a situação de negligência que enfrentamos, Mingi possa viver com dignidade, como qualquer outro gato.
OBS: Todas as devidas comprovações foram realizadas. Por questões de segurança, removemos apenas nosso endereço residencial e os dados pessoais dos comprovantes de pagamento. O nome que aparece na conta da Vaquinha e na conta bancária pertence a uma das pessoas responsáveis pelo Mingi.











