
Olá, amigos!
Tínhamos uma adorável gatinha chamada Lala… quero dizer, Lili! Na verdade, Yuli. Ela foi doada para nossa família já adulta e sempre foi muito na dela, quietinha e independente. Às vezes até brincava, mas logo em seguida já dava uma mordidinha para demonstrar quem mandava na casa. A questão dos nomes dela foi porque, quando ela foi doada, nossa tia disse o nome Lala, nossa vó entendeu Lili mas acabou dizendo para nossa mãe que era Yuli, e Yuli ficou.

Yuli nunca deu nenhum tipo de problema e sempre foi saudável. Nossa estimativa é que ela tinha por volta de 10 a 15 anos, podendo ser mais, até. Já adotamos ela numa idade considerada adulta e ela ficou conosco por volta de 10 anos. Infelizmente, não temos como ter certeza da idade dela, embora saibamos que ela já estava na fase (ou pelo menos caminhando para ela) idosa.
Acontece que, de algumas semanas para cá, fomos percebendo que a Yuli estava comendo cada vez menos e emagrecendo cada vez mais. De início, pensávamos que era devido a idade avançada, afinal, ela ainda comia normalmente e não agia estranho. Mas aí notamos que, e aí talvez tarde demais, que o estado dela estava piorando, numa velocidade assustadora. Tentamos mudar a ração, estimular ela a comer, comprar sachês que facilitassem a mastigação, mas o cenário era o mesmo: Ela começava a comer, ia desacelerando e parava sem nem ter comido ¼ do que foi colocado no potinho dela.

Resolvemos então levá-la na clínica pública da Prefeitura aqui perto de casa, onde a doutora responsável passou alguns exames para tentar diagnosticar a Yuli de maneira mais precisa. Ela comentou que o estado dela já era considerado grave e teríamos que agir com urgência. Ela passou pelo exame de ultrassom, tirou alguns raio-x, avaliação cardíaca e exame de sangue. O raio-x e a avaliação cardíaca indicaram que não havia problema com ela nessas áreas, mas a ultrassom indicava problema em alguns órgãos. O exame de sangue indicava que ela estava com uma anemia grave, com níveis de elementos dentro do sangue muito abaixo do esperado.
Levamos ela de volta para a clínica da Prefeitura e a doutora nos contou que estava suspeitando de que o problema fosse “micoplasmose felina”, também conhecida como "doença da pulga", e que uma transfusão de sangue seria a melhor chance de salvação. Ela mesmo fez contato com vários laboratórios no Rio de Janeiro e nos conseguiu uma opção relativamente em conta, até porque a conta dos exames e remédios já estava acima dos mil reais. Um dinheiro que não tínhamos, mas passamos no cartão assim mesmo, afinal a saúde da nossa “matriarca dos gatos da casa” era a prioridade. Fizemos os procedimentos para que o laboratório fizesse o teste de compatibilidade sanguínea e levasse a bolsa de sangue para a clínica onde os exames foram realizados, mas um imprevisto aconteceu.
Debilitada pela doença, Yuli tentou mexer a cabeça mas acabou por se engasgar com a própria língua, ou pelo menos foi o que pareceu ter acontecido. Eu tentei puxar a língua dela para que ela parasse de se engasgar e foi aí que ela travou a mandíbula no meu dedo. Eu consegui tirar sem que ela me furasse e coloquei a cabeça dela para baixo, o que deve ter colocado a língua dela no lugar, já que ela parou com o movimento de engasgo. Isso deve ter deixado ela exausta, porque daí em diante ela manteve o pescoço bem duro, como se fosse uma resposta ao engasgo.
Desse momento em diante, decidimos levar ela de volta à clínica onde ela ficaria em observação médica até que a bolsa de sangue chegasse no dia seguinte. Se algo acontecesse, pelo menos ela teria assistência profissional. Ela foi medicada com um remédio chamado Hemax na tentativa de fazer o sangue produzir os elementos necessários para que ela voltasse ao normal e voltamos para casa na esperança de que isso pudesse salvá-la.

Infelizmente, o cenário foi outro. Yuli faleceu algumas horas depois, neste mesmo dia. Ela não aguentou o esforço feito nos últimos dias, desde os exames até a última ida à clínica. Ficamos devastados, mas ao mesmo tempo sabíamos que era uma possibilidade. O que nos conforta de certo modo é saber que ela viveu muito tempo para miar bastante e se sentindo incomodada com a presença dos outros gatos na casa, porque, como falamos no começo, ela era uma gata bem quieta e na dela. Gostamos de pensar que agora ela não está mais sofrendo com as dores que estava sentindo.
Iniciamos esta Vakinha com o intuito de receber ajuda para custear os gastos feitos com os exames, remédios e os serviços prestados pelo laboratório e clínica, pois é um dinheiro que não estava no nosso orçamento e teve um impacto considerável. Ainda assim, não nos arrependemos de termos gasto para tentar salvá-la. Era o mínimo que poderíamos fazer.
Os valores:
TOTAL: R$ 1.680,00
- Caso você queira ter acesso a fotos de exames, encaminhamentos e remédios, você pode acessar por este link: https://drive.google.com/drive/folders/1erntnmoFoBNzK6qXqRWe0-fq1WJh8lMD?usp=share_link.
- Caso você tenha alguma dúvida antes de nos ajudar, pode mandar mensagem via WhatsApp para o número (21) 97907-7157.
Agradecemos muito desde já qualquer contribuição que você possa fazer.
E que a nossa querida Yuli possa estar em paz, onde quer que esteja.
