
Esta campanha faz parte de um projeto interdisciplinar desenvolvido com docentes e discentes do Departamento de Secretariado Executivo da Universidade Federal de Sergipe, como parte de uma ação comemorativa aos 45 anos do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da UFS.
Nesta ação, buscamos arrecadar aproximadamente 3.000 pacotes de absorventes para serem distribuídos para cerca de 600 meninas de famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade econômica e que estudam em 3 escolas estaduais do Rosa Elze, em São Cristóvão-SE até o dia 09/10/23.
Para isto, já está sendo desenvolvida uma campanha interna na UFS para arrecadação de absorventes, mas ainda precisamos de muito mais doações. Todo o dinheiro aqui obtido será utilizado para a aquisição de absorventes e encaminhado para os diretores das escolas Armindo Guaraná, Neyde Mesquisa e Glorita Portugal, para distribuição às alunas.
Este trabalho foi pensado de forma a tornar possível o desenvolvimento de ações que busquem atender aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), apresentados na Agenda 2030 das Organizações das Nações Unidas (ONU).
Este ano, o tema principal do projeto, tomando por base os ODS, foi atacar a pobreza menstrual, que ocorre quando as mulheres não possuem acesso a recursos e infraestrutura para manter uma boa higiene no período da menstruação. A pobreza menstrual não se limita à falta de recursos para a compra de absorventes, coletores ou calcinhas menstruais, mas também está relacionada com a ausência de condições básicas de higiene como: saneamento e acesso à água, banheiros e sabonetes nas escolas e em casa; além da falta de conhecimento a respeito da menstruação, em especial porque este tema ainda é considerado um tabu por grande parte da sociedade.
Segundo uma estimativa apresentada pela ONU, 1 em cada 10 meninas no mundo faltam à escola durante a menstruação. No Brasil, este número aumenta para 1 em cada 4. A falta de acesso a absorventes apropriados e a utilização de substitutos como tecidos, papel e até miolo de pão pode causar infecções no trato urinário, nos rins e até lesões nos órgãos reprodutores femininos, o que justifica que tal ação seja desenvolvida junto às escolas.