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Mobilização financeira em defesa dos estudantes da UFSCar

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Mobilização financeira em defesa dos estudantes da UFSCar
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Lutar por comer não deve ser crime!

Nota em defesa do movimento estudantil da UFSCar 

 

    Alegando que não haveria nenhuma outra saída para garantir a manutenção dos restaurantes universitários de seus quatro campi, diante do déficit orçamentário decorrente dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, a antiga reitoria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), alinhada ao governo de Jair Bolsonaro (eleito pelo PSL, atualmente sem partido), passou o ano de 2018 tentando sistematicamente convencer a comunidade universitária da importância e da urgência do aumento no preço das refeições. Após inúmeras reuniões dos conselhos superiores, marcadas por posturas autoritárias — algumas delas, inclusive, de portas fechadas e com seguranças, sem a permissão de ingresso da comunidade —, a reitoria impôs um aumento de 122% no preço do prato de comida, impactando sobremaneira a permanência estudantil nesta universidade.

    Como tentativa de estabelecer diálogo com a instituição, num cenário em que já não havia possibilidade de ter voz e respeito nos conselhos superiores, o movimento estudantil da UFSCar ocupou o prédio da reitoria após uma tarde de tentativas de agendamento de reunião. Um grupo de cerca de 50 estudantes do campus de São Carlos (SP) permaneceu por duas noites de maneira ordeira e pacífica no prédio da reitoria e foi surpreendido no final da tarde de 11 de maio, com a chegada da Polícia Federal e de oficiais de Justiça pedindo a reintegração de posse e culpabilizando sete estudantes pela ação — alguns que, inclusive, nem estavam no local no momento da reintegração. 

    Afirmando ter tido prejuízo financeiro com a ocupação, a reitoria da UFSCar ingressou judicialmente com pedido de reintegração de posse, cumulado com pedido de restituição financeira contra sete estudantes. Mesmo com votação e aprovação em conselho superior pela retirada do processo, a antiga reitora seguiu com o mesmo — não apenas dando sequência às suas tentativas de criminalização da luta estudantil, mas também demonstrando mais uma forma de autoritarismo e desrespeito ao conjunto da comunidade universitária. Após três anos do ocorrido, diante de novos desdobramentos na política interna da UFSCar e outros retrocessos em nosso país, o processo dos sete estudantes caminha agora para a terceira instância e, se perdido, culminará num pagamento de mais de R$ 50 mil.A ausência de diálogo com a comunidade universitária, a falta de soluções adequadas à realidade da instituição, a criminalização das lutas do movimento estudantil e a nomeação arbitrária de estudantes para responder a um processo marcam essa triste página na história da UFSCar, uma das pioneiras nas políticas de ações afirmativas do país. Mesmo com intelectuais e acadêmicos, ex-reitores e a própria comunidade universitária se manifestando em defesa dos sete estudantes, o processo segue representando não apenas prejuízos a sete famílias, mas também a todas as instituições de ensino do país, uma vez que abre um precedente jurídico para criminalizar as lutas em defesa da democratização da educação. 

    A justa luta pelo direito de se alimentar não deveria ser criminalizada. Nos manifestamos em solidariedade aos sete estudantes, firmando nosso compromisso com a denúncia desse triste episódio que se insere no difícil cenário vivenciado no Brasil, de cortes orçamentários e retrocessos políticos sequenciais. 

 

O Brasil se une em defesa da Educação!

Contra a criminalização da luta!

#ForaBolsonaro

 

Assine o manifesto em defesa dos sete estudantes da UFSCar e contra a criminalização do movimento estudantil.* Em caso de valor excedente, ou da não condenação em terceira instância, o valor arrecadado será destinado para a permanência estudantil da UFSCar. 

Você e a vaquinha concorrem a R$ 15 MIL
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