
Eu sou André, 50, pai de Antônio, 10 anos de muita Ecologia. Em comemoração ao seu décimo aniversário, 4/4/24, gostariamos muito de presentea-lo com uma bela agrofloresta de 1ha, cujo valor estimado para sua implantação fica na casa dos R$35.000,00 conforme consta nos orçamentosdos bancos oficiais financiadores. Porém 1 tarefa ja seria um começo bem razoável, visto q essa area compreende 0,5%da propriedade. Tendo em vista que ja possuimos arame usado doado do amigo Naudo da acerola e a maior parte da ferramentaria, o valor da meta $1.178,00 ja seria suficiente para em parceria com a Fazenda Ouro Fino (Eng° Agrônomo Henrique Souza) agendar uma visita técnica para uma avaliação da propriedade como toda para a implantação de agrofloresta estratégica, de modo a impulsionar surgimento de novas agroflorestas na região, de modo a mudar a realidade local, melhorando as relações homem-natureza,
Assim como seu avô (em memória), o meu professor de Agrofloresta, também chama-se Antônio (Floresta). Pois bem, esse sonho nós alimentamos desde 2001 quando de forma improvisada fomos plantando de sementes e de mudas a primeira Agrofloresta Sintropica Urbana de Lagarto/SE, onde conduzimos o Viveiro de Essências Florestais, com parte das sementes oriundas do Clube da Semente DF.
Apesar das muitas dificuldades devido a falta de uma fonte de água alternativa, a degradaçao do solo e a precariedade da estrutura física do imovel, o qual estava alugado ao Estado desde 2008 (SAMU), não nos deixamos desanimar, fomos em frente até transformar literalmente o nosso jardim e os quintais, um deles pertencente a terceiro (área degradada - escavado em mais de 1m de profundidade).
Nessa vitrine agroflorestal conseguimos as custas de muitos sacrifícios produzir mel hortifrutis pancs e húmus de minhocas/ gongolos, cuja venda desses ultimos ajudavam na manutenção das despesas de manutenção do imóvel. Nesse periodo tivemos o apoio do mutirão agroflorestal (São Cristovão-SE) pra ampliar a Agrofloresta. Foi tudo registrado com carinho no Google fotos e no YouTube.
Aí então veio a pandemia e junto a necessidade de partilhar a casa (antiga sede ONG ambiental IVV) e as terrinhas do vovô Antônio. Daí tivemos que nos desfazermos da mesma (Pouso dos passarinhos - 800m2 pura natureza) para custear o inventário e organizar aos poucos as terrinhas (fazendinha agroecológica) que vinha quase abandonada por falta de recursos, visto que tivemos q ir fazer reparos emergências na saída repentina do SAMU (bastante deteriorada). Com coração partido acabamos se desfazendo do nosso 'cantinho no céu' uma vez que o espaço para produzir orgânico agroflorestal vinha sendo restringido pela especulação imobiliária, o alto valor do IPTU ingerência do executivo municipal, assim como a falta de uma politica ambiental, culminou no encerramento de nossas atividades urbanas.
Na época, a economia afetada pela pandemia, achamos uma oferta aquém do valor (ponto comercial) mas devido a insistência da outra parte (herdeira) tivemos que efetivar a venda e cada um seguiu seu rumo. Eu, Cajarana - pai de Antonio, comprei a parte da fazendinha da minha irmã Sara. Logo, com Antônio Neto ja acostumado com a vivência urbana e os coleguinhas da escola, a mamãe Adriana (professora rural na BA), e a vovó, viemos morar no campo, desafiando as adversidades: acessos precários (em especial o escolar), a escassez d'água (reservatório furado), muita capoeira a manejar (pastos degradados) e muitas cercas a recontruir, aguadas assoreadas, e o pior, casa e benfeitorias sem nenhuma vida útil extra. Foi uma fase bem difícil, pois tivemos que usar a sobra da venda do pouso dos passarinhos na reforma da sede Agroflorestal Rancho Cachoeira. Enfim conseguimos dar a volta por cima, e recuperamos a estrutura principal, a nossa morada campestre.
Recomeçamos praticamente do zero, e zelando em especial o pomar já existente afim de nos prover de frutas livre de agrotóxicos e adubos químicos. Já a Agrofloresta ficou no sonho, pois precisamos prover de arame, grampos, bastante mudas e sementes e de algumas ferramentas complementares, além é claro de muita mão de obra secundária e especializada para manejar área encapoeirada e transformar em floresta de comida, cujo meus professores Otávio Torrão, Bento Cruz e Antônio Gomides me ensinaram com maestria.
Conto com a colaboração de vocês que trabalham de forma coletiva por um mundo melhor para juntos possamos dar mais esse passo seguro para uma agricultura sustentável que busca o bem comum, que permeia a paz e o bom convívio em comunidade, aqui somos vizinhos do povoado Candeal da Cajazeira, cuja convivência harmônica está viabilizando uma transição AgroEcologica gradual.
Abraço fraterno e avante 2024!