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Ajude construir o Memorial Irmã Laura Motta

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Por ocasião do centenário de nascimento da Irmã Laura a Fraternidade da Ordem Terceira do Carmo de Cambuquira que a tem como patronesse  iniciou o projeto para criação de uma praça com o nome e estátua de Irmã Laura junto ao parque do Marimbeiro, na entrada para a Vilinha. O centenário ocorreu dia 21 de junho, porém a meta de 5 mil reais não foi alcançada e aumentamos o tempo da vakinha. Além da estátua será construída também uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora que terá fatos da vida de Irmã Laura nas paredes. 

CONHEÇA UM POUCO SOBRE IRMÃ LAURA 

100 ANOS DO NASCIMENTO DE IRMÃ LAURA

21.06.1919 – 21.06.2019

 

No dia 21 de junho estaremos fazendo memória do centenário de nascimento da Religiosa mais ilustre que andou pelas ruas de Cambuquira cidade localizada no sul do Estado de Minas Gerais, conhecida como Intercessora dos Alcoólatras e Andarilhos Irmã Laura é hoje o Anjo Tutelar do AA (Alcoólatras Anônimos) e um grande exemplo de santidade para o povo de Cambuquira e região. Conheça um pouco sobre a história da mulher que acolhia seus filhos alcoólatras e andarilhos com um beijo no rosto, na verdade era assim que ela recebia todos que vinham ao seu encontro

Irmã Laura nasceu no dia 21 de junho de 1919 em Jardinópolis, no Estado de São Paulo na fazenda Visconde de Parnaiba, foi registrada na data de 21 de julho do mesmo ano. Seu batismo aconteceu na Capela Sarandy da Paróquia de Jardinópolis, pelo Padre João Lauriano em 24 de janeiro de 1920, sendo seus Padrinhos de Batismo Wladimiro Ferreira e Laura Ferreira.

Monsenhor João Lauriano, sacerdote que batizou Irmã Laura

Seus pais Luciano Motta e Brasilia Roveda Motta eram lavradores. Eles administravam fazendas e de tempos em tempos mudavam de cidade com toda família que conforme o costume da época era bem, numerosa composta ao todo de 16 filhos. A família de Laura era simples, humilde e muito unida, os pais criaram seus filhos com carinho e amor.

Em sua infância e adolescência Laura já gostava de contemplar a natureza, se encantava com um rio que passava dentro de uma das fazendas na qual chegou a morar juntamente com seus pais e irmãos, admirava o canto dos pássaros e até mesmo das cigarras. Quando Laura completou 12 anos, a dona da fazenda em que moravam começou a catequizar ela e seus irmãos, pois a Igreja ficava muito distante impedindo de irem com frequência. Depois de preparados, essa bondosa senhora levou Laura e seus irmãos para receberem a Primeira Eucaristia. Esse seu primeiro encontro com Jesus Eucarístico despertou um sentimento diferente no coração de Laura e passado algum tempo, a jovem ouviu o chamado de Cristo e disse aos pais que gostaria de ser freira. Com isso Laura recebeu seu primeiro não, sinalizando os muitos outros que ainda estaria pra receber de suas superioras quando fosse querer continuar atendendo o chamado do Senhor. Os pais de Laura desconheciam a vida religiosa e por isso negaram, não permitiram que ela ingressasse no convento, mas ela guardou tudo no silêncio de seu coração e deixou por conta de Jesus.

Quando completou 21 anos sua irmã Elvira Motta, já casada e morando em São Paulo, convidou Laura para passar alguns dias em sua casa, Laura aceitou o convite e ao viajar levou junto seu propósito de se tornar freira foi conversar. Aproveitou a viagem indo até Igreja Santo Agostinho, ali Laura procurou receber o sacramento da reconciliação e também apresentou ao padre que lhe atendera o desejo de entrar no convento para se tornar freira , o padre aconselhou-a procurar as Irmãs da Congregação de Santa Marcelina.

Voltando para sua casa Laura foi a hora de mostrar aos pais que não havia desistido de atender o chamado de Deus, disse a seu pai: “- Papai eu já completei 22 anos e quero me tornar freira, se o Senhor me levar ficarei muito feliz, caso contrário irei sozinha”.

E no dia 01 de janeiro de 1942, com as bençãos de seus pais, ingressou na Congregação das Irmãs Santa Marcelina.

Durante seu noviciado Laura enfrentou mais uma dificuldade, ficou muito doente e retornou à casa dos pais para tratamento. Lá estando a família acreditou que ela mudaria de ideia e não retornaria mais ao convento, porém sua vocação falou mais alto, e assim que se recuperou continuou com seu firme propósito de voltar ao noviciado.

Retornou à Congregação, concluiu o noviciado e fez seus primeiros votos na Solenidade da Epifania do Senhor no dia 06 de janeiro de 1945.

Em sua vivência religiosa passou por várias casas da Congregação Santa Marcelina: Perdizes e Botucatu em São Paulo; Muriaé, MG entre outras, sempre obedecendo a seus superiores.

Por desígnio de Deus em 1974 foi encaminhada para trabalhar na cidade de CAMBUQUIRA, MG, onde pôde realmente se dedicar em sua vontade de servir a Cristo na pessoa dos pobres e esquecidos e com atitudes devocionais. começou a ajudar diversos lugares e pessoas, sempre se entregando, com muita vontade e esperança. Dedicou grande parte de sua vida aos mais pobres e necessitados realizando muitas obras espirituais e sociais que ainda hoje servem para o bem da população, dentre elas damos destaques às seguintes:

  • Planejou a construção e doação das primeiras casas populares do Município;
  • Cuidou dos idosos na Vila Vicentina juntamente com Irmã Marieta;
  • Criou o grupo do AA, preocupada com as famílias que sofriam com alcoolismo;
  • Organizou grupos de crianças e de adolescentes dando acolhimento necessário em sua própria casa;
  • Colaborou com as obras do Hospital Geral da cidade;
  • Foi a primeira ministra da eucaristia da paróquia de Cambuquira;
  • Foi ministra das exéquias nas casas e em especial na capela velório da Vila Vicentina;
  • Criou a Casa do Amor Fraterno para abrigar mendigos e sempre cuidando dos alcoólatras;
  • Exerceu o Ministério da Visitação nas famílias, de modo muito especial as mais carentes além de outras tantas obras de amor e solidariedade ao próximo.
  • Preocupada com o desenvolvimento da cidade de Cambuquira, participou e colaborou com os eventos sociais, cívicos e religiosos. Irmã Laura se condoía muito ao ver pessoas que sofriam com alcoolismo e sempre saia pelas ruas da cidade retirando bêbados das sarjetas.

Porém, o destaque de sua vida, ou seja, aquilo que mais chama a atenção na história de Irmã Laura foi o cuidado especial em prol dos alcoólatras e andarilhos. Moradores deixam seu testemunho e contam que ela saía pelas ruas da cidade recolhendo todos e chegava a levá-los para serem cuidados até no convento onde vivia. Por isso, criou a Casa do Amor Fraterno para abrigar moradores de rua. Irmã Úrsula Munaro, que vive na casa das Irmãs Marcelinas em Cambuquira, diz que Irmã Laura era capaz de enxergar o quanto o alcoolismo trazia tristeza para as famílias e tomou como missão ajudar a salvar quem sofria do vício. Conta-se que antes de morrer, ela teria afirmado: “Não sou santa, mas quero ser a intercessora dos que sofrem de alcoolismo”. “Se condoía muito das famílias que tinham o pai alcoólatra, então ela acabou criando o AA. Recolhia estes alcoólatras numa sala para dar todas as instruções necessárias que são próprias do AA”, conta irmã Úrsula.

Outro destaque foi a construção da Vilinha da Irmã Laura, assim é chamado o local onde ela depositou o dinheiro de uma herança, usou para construir 15 casas no bairro Marimbeiro e doou aos que não tinha onde morar, mas também deixou uma parte para a construção da atual igreja da comunidade dedicada à Nossa Senhora Aparecida. Na comunidade do Marimbeiro ela também exercia o seu papel de catequista. No dia 12 de fevereiro de 2015 às vésperas de fazer memória do primeiro ano da páscoa de Irmã Laura aconteceu a cerimônia de oficialização da rua Irmã Laura Motta no bairro Fonte do Marimbeiro.

 Por reconhecimento aos serviços prestados, recebeu a Medalha de Honra ao Mérito, pela Resolução nº 90, de 23/04/1980; Título de Cidadã Cambuquirense, pela Resolução nº 253, de 22/04/1994; Cartão de Prata pelos 50 anos de vida religiosa, segundo a Resolução nº 305, de 21/08/1996.

Irmã Laura faleceu piedosamente no dia 13 de fevereiro de 2014 no Hospital Santa Marcelina em São Paulo com grande fama de santidade. Desde seu falecimento fiéis se reúnem principalmente todo dia 13 de cada mês diante do jazigo onde ela está sepultada para rezar o terço pedindo e agradecendo graças a Deus pela intercessão de Irmã Laura.

    Na homilia proferida por dom Diamantino Prata de Carvalho, durante a missa em memória do primeiro ano da páscoa de Irmã Laura foi deixado um grande testemunho. O bispo afirmou que Irmã Laura foi possuidora de uma fé que a fazia sair de si mesmo indo ao encontro dos mais pobres e necessitados, sempre levando um sentimento de paz e amor, esse sentimento continuou sendo demonstrado mesmo durante os anos de enfermidade, estando na cadeira de rodas e sem poder falar Irmã Laura sorria demonstrando amor e paz interior a todos que lhe faziam visita.

E entre as graças que já são atribuídas à ela, está até a de levar chuva para a “Cidade das Águas” após um longo período de estiagem: “Estava aquele dia terrível, aquele calor e a gente já não sabia mais como pedir chuva. Tão logo soubemos do ‘passamento’ dela, pedimos: Irmã Laura, que a senhora chegando lá no céu, peça a Jesus chuva. E nós aqui no cemitério, aquela comoção, e de repente foi aquela água, um arco-íris, mas foi tudo muito [bonito]. Ela já é uma santa”, relatou à uma repórter da Rede Globo a aposentada Marina de Oliveira Soares lembrando-se do enterro da freira.

A senhora Magna Junqueira Rodrigues que mora de frente onde funcionou a primeira casa do amor fraterno também relatou uma graça, disse que corria risco de morrer durante uma cirurgia. Antes de fazer o procedimento, ela recebeu um terço de Irmã Laura e acredita que sua intercessão evitou que algo desse errado. “Quando abriram a ambulância, que eu vi o hospital, eu coloquei o terço dela na minha testa e pedi pra Jesus entrar comigo. Veio aquele clarão, e quando chegou bem perto de mim, que eu abri os olhos, o Santíssimo. Recebi uma graça porque eu vi o Santíssimo com o terço de Irmã Laura”.

 

O pedreiro Agenor Ribeiro da Silva revela também uma lembrança, pois enfrentou o alcoolismo. “Eu simplesmente era o pai que meu filho não queria, também era o esposo que minha mulher não queria.” Para ele, só foi possível superar o vício com a ajuda de Irmã Laura

 

Seu Agenor participou do grupo de Alcoólatras Anônimos e já fazem mais de o 21 anos de que vive a sobriedade, agradece todos os dias por ter conhecido a religiosa. “Se ela não tivesse escolhido para morar aqui, não sei qual seria a minha história, ou a minha vida, ou a minha existência. Ela ganhava [a gente] com o coração, com amor, com jeito, aquela ternura, aquela verdade, aquela simplicidade e aquela caridade.”

Outra grande graça que pode colaborar para que ele chegue às honras dos altares foi o nascimento da Menina Laura, filha de Rafael Ribeiro, sua esposa não poderia se engravidar por complicações no ovário, ele já havia recebido uma graça de Irmã Laura porque era alcoólatra, mas voltou ao tumulo da Freira e pediu pela cura da esposa. Hoje a menina já está com 1 ano de vida e saudável.

 

Foto de Rafael com sua esposa

TESTEMUNHOS

Meu nome é Tatiana, moro em Nova Odessa SP, nascida e criada em Cambuquira MG. Estou muito feliz com a notícia de que teremos a estátua de nossa Amada Irmã Laura em praça pública. Me lembro bem de quando era criança, eu morava perto da casa das Irmãs. Sempre caridosas elas passavam em frente minha casa, a irmã Laura era a mais esperada por sua doçura, carisma, atenção e amor com o próximo. O tempo que ela viveu entre nós dedicou a cuidar das pessoas que precisavam, dos alcoólatras, dos necessitados, dos aflitos. Amo essa mulher Santa e serei grata por cada abraço e atenção recebida dela. Melhor lugar não poderia existir para a estátua ficar: Na Praça da Igreja Matriz, não vejo a hora de ver essa obra.

Tatiana Pinto dos Santos, Lisboa – Portugal

 

A iniciativa da construção de um momento em memória da saudosa Irmã Laura é muito bem vindo e em hora oportuna. Com certeza é insuficiente pela grandeza de tão honorável filha de Deus que se consagrou àqueles tomados por vícios e desesperançados. Muitos relegados pela família que relegou, mas acolhidos por Irmã Laura que os assistia materialmente e, sobretudo espiritualmente como emissária do Senhor. Sou de uma geração que, quando jovem, se reuniu na Casa da Irmã Laura em práticas de convivência fraterna, esporte na quadra anexa e comunhão com Deus com a intermediação dela. Muitos de nós tivemos nosso caráter moldado pelas suas palavras sábias e amorosas aliviando o coração agitado e vezes sem rumo do jovem. Por essas e muito mais é que quando me encontrava com ela pelas ruas já pai dizia para meu filho pequeno – você está vendo uma santa em vida. Quanta bondade. Quanta luz cuja memória não pode ser perdida. A gratidão dos cambuquirenses fará muito mais pela “Santa que amou Cambuquira “

Prof. Pedro Luiz Felix Maia, Cambuquira – MG

 

Bem quando conheci a história de Irmã Laura senti muita emoção. Percebi que temos na Irmã Laura exemplo de virtude e de amor a Jesus. A sua vida aqui nos deixou um rastro de amor humildade e santidade. Exemplo a ser seguido por nós. AMEM

Maria Elise Barros de Sá, Cuiabá – MT

 

A voz do povo é a voz de Deus! Tudo que se diz dela acolho com carinho e acredito no Povo que tanto a ama.

Irmã Luzia Cardoso. ISM , São Paulo – SP

 

Quero deixar registrado! Fui catequista ao lado de irmã Laura! Minha adolescência passou ao lado desta pessoa maravilhosa que nunca teve tristeza na alma. Aprendi com ela a amar ao próximo principalmente quando o próximo não tem condições de nos dar nada em troca! Aprendi a amar a igreja de Cristo graças aos ensinamentos dados por esta Santa! Meu Deus nos conceda a graça de Irmã Laura ser a nossa Santa querida.

Cristine Sabião, Varginha – MG.

 

Homenagear alguém cuja virtude humana e cristã possui grau heroico de santidade faz com que, além de se preservar sua memória e a venerá-la, transmite as gerações futuras uma mensagem de esperança, no sentido de ressaltar bons exemplos, os quais apontam uma perspectiva diferente do modo usual de encarar a vida, o modo da santidade, sempre possível a quem almeja seguir o percurso das bem-aventuranças. Deste modo, considero válida e bem-vinda essa manifestação popular em afeto por figura tão ilustre e misericordiosa, a Irmã Laura, cuja trajetória, rogamos, seja inscrita junto ao nome de todos os santos e santas.

Prof. Marcos Cassiano Dutra, Santa Bárbara D’ Oeste-SP.

 

Conhecer um pouco sobre a história da Irmã Laura é algo que traz alegria ao coração. A sua vida dedicada àqueles que mais necessitavam nos faz refletir profundamente, principalmente num ano que “somos chamados à misericórdia”. Infelizmente não a conheci pessoalmente, mas através das redes sociais e dos relatos de amigos, sinto que seu estilo de vida e sua generosidade deixaram inspiração profunda pra todos nós. Virtudes de uma pessoa verdadeira santa…

Eliana Toledo – Cuiabá- MT

 

Irmã Laura sempre foi uma pessoa boa, paciente, fundou o grupo Shalom, o qual fiz parte por muitos anos. Amorosa em seus gestos nos ensinou o valor da oração, da bondade e principalmente o amor ao Pai.

Claudia Campos, Cambuquira – MG

 

Irmãos amados em Cristo Jesus, Paz e bem! Em minha cidade natal Pedralva há 8 messes foi colocada uma imagem do glorioso Mártir São Sebastião na entrada cidade justa homenagem à um grande Santo que testemunhou o Senhor Jesus Cristo. A cidade de Cambuquira teve uma grande graça, Santa em vida a Irmã Laura o Anjo da cidade de Cambuquira. E nada mais justo que eternizar essa grande irmã dos pobres. Graças à um povo de grato resolveram fazer uma estátua para ser colocada em frente à Igreja Matriz de Cambuquira onde a irmã Laura tanto viveu a sua fé! Todas as autoridades devem que apoiar este momento civil, mas também de fé e devoção em favor da edificação da Igreja Fundada por Cristo. Na próxima passagem por Cambuquira terei o imenso prazer de conhecer o grande monumento erguido em frente à Igreja Matriz de Cambuquira em homenagem à GRANDE IRMÃ DOS POBRES!

Daniel Faria, Pedralva – MG

 

Essa mulher foi uma pessoa que só soube fazer o bem à todas as pessoas que precisavam dela, pra mim ela já era uma santa antes mesmo de morrer. Nunca soube fazer o mal para ninguém, sempre ajudou as pessoas que precisavam d sem receber nada em troca. O lugar da estatua e na igreja matriz onde ela já devia estar há muito tempo.

Irene Rodrigues de Jesus, Cambuquira – MG

 

Lembro-me dela é uma senhora sempre com um sorriso no rosto e voz mansa, muito religiosa e participativa sempre ajudando nas coisas da igreja… lembro também quando era criança dos bazares beneficentes que fazia na descida para ir para ao ginásio e lembro também de quando minha mãe foi diretora do Recriança na Regina Coeli ela sempre ajudava muito lá. Acho que a construção do monumento será uma grande homenagem a esta freira que só ajudou Cambuquira.

 

Para a freira Úrsula Munaro, que viveu na Associação das Irmãs Marcelinas em Cambuquira, Irmã Laura era capaz de enxergar o quanto o alcoolismo trazia tristeza para as famílias e tomou como missão ajudar a salvar quem sofria do vício. Conta-se que antes de morrer, ela teria afirmado: “Não sou santa, mas quero ser a intercessora dos que sofrem de alcoolismo”.

“Se condoía muito das famíias que tinham o pai alcoólatra, então ela acabou criando o AA. Recolhia estes alcoólatras numa sala para dar todas as instruções necessárias que são próprias do AA”, conta irmã Úrsula. Hoje Irmã Úrsula está enferma e morando na Comunidade de Itaquera em São Paulo, mas deixou seu grande testemunho.

 

Diante da grande fama de santidade que tanto em vida quanto após a morte e que a cada dia se espalha sobre Irmã Laura, com o coração repleto de fé e gratidão o povo grato de Cambuquira decidiu em um ato praticamente popular, civil, mas cheio de fé homenagear a intercessora dos alcoólatras e dependentes químicos como ela já é conhecida. Foi construído um monumento como ponto referencial para os que querem conhecer a história da freira que transformou muitos corações e amenizou muitas dores na mais mineira das estâncias hidrominerais do Sul de Minas. O monumento é uma estátua de 1 metro e 60cm feita pelo escultor Afonso Barra da cidade de Três Corações, ela está erguida sobre uma base azulejada com desenhos que expressam obras de misericórdia, tais desenhos foram feitos por artistas de Cambuquira.

O local escolhido para fixar o monumento aceito prefeitura municipal, as próprias religiosas Marcelinas e demais civis, está em um dos jardins que estão próximos à praça da Matriz

 

Irmã Laura amava as pessoas de coração e sentimentos abertos, socorria a qualquer um obedecendo assim a vontade de Deus em todas as circunstâncias. Personificou toda a sua vida em caridade extremada, amando o próximo, e enxergando Jesus em cada pessoa, aproximava-se dos mais necessitados, dos mais desencorajados e dos mais rejeitados pela sociedade.

Divertia-se com as criancinhas ensinando-as a cantar, brincar, sorrir, contar histórias ensinando – as o amor a Deus.

Os familiares dizem que sempre ao visitar seus irmãos e sobrinhos, todos se reuniam ao seu redor para ouvir seus sábios conselhos em generosidade e amor. Foi uma bênção de Deus termos a Ir. Laura nascida no seio de nossa família.

Ir. Laura irradiava com sua ternura a luz de Cristo, a todos que tiveram o prazer de estar em sua companhia.

Todo o dia 13 de cada mês é rezada a oração do terço diante do túmulo de Irmã Laura e a noite na praça da Matriz onde está o monumento construído em sua memória. Abaixo fotos dos fieis indo rezarem o terço dianto do túmulo que está no cemitério municipal. Na Reunião Ordinária do dia 13 de agosto a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 026/2018 do Executivo que autoriza a promover a concessão de um jazigo perpétuo “in memorian” de Irmã Laura Motta no Cemitério Municipal.

A ROMARIA EM ORAÇÃO PELOS ALCOÓLATRAS E

DEPENDENTES QUÍMICOS

No dia 10 de fevereiro de 2019 às vésperas de completar 5 anos do falecimento de Irmã Laura fiéis de Três Corações e Cambuquira realizaram a Primeira Romaria em Oração Pelos Alcoólatras e Dependentes Químicos, ela iniciou às 02 horas da madrugada em Três Corações de frente a Igreja Matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e concluiu com a Santa Missa em Cambuquira que teve início às 9 horas na Igreja Matriz de São Sebastião. As Irmãs Marcelinas que moram em São Paulo também se fizeram presentes nessa Romaria.

Oração para pedir a intercessão de Irmã Laura Motta

Reza, confia e espera.

 

Deus, nosso Pai, Vós que colocastes no fundo do coração de sua fiel servidora, Irmã Laura Motta, um impulso de amor o qual atraiu sem reservas à teu Filho e o inspirou a falar Dele. Grande servidora do nosso tempo, propagadora do evangelho, ela que mostrou aos dependentes químicos a dignidade de cada um segundo a palavra que Jesus endereçou a todos: “Amem uns aos outros.”

Ela que mostrou que todos nós somos chamados a viver a vocação do amor. Nossa Senhora, nós te pedimos apressai o dia quando a Igreja proclamará a santidade da vida de Irmã Laura para que todos encontrem a alegria de seguir teu Filho, cada um segundo sua vocação no Espírito.

E, concedei-me, por intercessão de vossa amada filha, Irmã Laura Motta, a graça que confiante humildemente vos suplico. (Fazer o pedido com muita fé).

“Senhor, aquilo que tu queres e como queres eu quero também”. Amém.

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…

 

Musica feita em sua homenagem

Irmã Laura do Amor

Viva, viva! Viva a Irmã Laura do amor! Reza, Reza! Confia e espera no Senhor!

  1. Irmã Laura tão querida e tão amada, pelo povo tão respeitada. / Acolheu os pobres, crianças, mendigos tanta gente! Ensinou-nos, ensinou-nos o Evangelho do amor.

 

2- Irmã Laura sempre foi abençoada / e em Cambuquira fez morada./ Criou a Casa do Amor Fraterno/ acolhendo, acolhendo os pobres com amor.

 

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