
Meu nome é Francyslane Vitória da Silva, sou mulher negra, enfermeira, pesquisadora e militante dos movimentos sociais, raciais e de gênero. Sou também a primeira da minha família a ter um trabalho aceito para apresentação em um congresso internacional — o XI Congresso Internacional de Agroecologia, que acontecerá em junho, em Moçambique.
Chegar até aqui não foi fácil. Minha trajetória é marcada pela educação construída por uma mãe solo, pela militância desde muito jovem e pela aposta na ciência como ferramenta de transformação social. Minha formação acadêmica e política sempre esteve profundamente conectada aos territórios, às mulheres, aos povos das águas, aos povos do campo, aos povos de terreiro e às populações historicamente marginalizadas.
Sou mestra pela Fiocruz, com pesquisa voltada às práticas ancestrais de cuidado em saúde e à promoção da saúde das mulheres. Atuo como pesquisadora e educadora popular em projetos que integram saúde, agroecologia, justiça social, ancestralidade e sustentabilidade, sempre em diálogo com os movimentos sociais e o SUS. Minha produção científica nasce da vida real, do chão dos territórios e da luta coletiva.
Ter um trabalho aceito nesse congresso é um reconhecimento da relevância dessa caminhada. Mas estar em Moçambique, no continente africano, carrega um significado que vai além do acadêmico. É um retorno simbólico às nossas raízes. É afirmar que nós, pessoas negras, produzimos ciência, conhecimento e soluções para o mundo. É fortalecer pontes entre África e diáspora, entre saberes ancestrais e ciência contemporânea.
No entanto, não tenho recursos financeiros suficientes para arcar com os custos dessa viagem. Preciso de apoio para: • ✈️ Passagem aérea • 🏠 Hospedagem • 🍲 Alimentação durante o congresso
Essa vaquinha não é só para mim. É sobre fazer uma mulher negra ocupar espaços que historicamente nos foram negados. É sobre garantir que as vozes dos territórios, das mulheres negras, do campo, das águas e da agroecologia estejam presentes em um dos espaços mais importantes de debate internacional.
Se você acredita na ciência comprometida com a vida, na agroecologia como caminho, na justiça social e na força da ancestralidade, contribua como puder e compartilhe. Cada apoio conta.
✨ Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas quem caminha acompanhado chega mais longe.Obrigada por caminhar comigo.
