Criado em 2015 por alunxs da Universidade Federal da Bahia a Coletiva COATO vem dedicando seu trabalho a pensar seus trabalhos de forma a discutir temas que são urgentes a comunidade onde esta inserida.
Agrupar-se também como forma de resistência,
identificar-se como coletivx quando se reconhece afim dxs mesmos objetivxs.
COATO existe para provar o acontecimento cênico, alcançar o dialogo entre as
artes e a comunidade e comunicar com o seu tempo, memorando o passado para
transitar entre o contemporâneo e o futuro. O que é contemporâneo se não a
relatividade do tempo que passa a todo tempo. Somos várias atuantes e
colaborativas. Escolhemos marcar nosso tempo e discutir questão que são urgentes
axs gentis, abrimos mão da classificação binária que impera na língua verbal e
escrita para assim comunicar com as corpas que como nós transitamos, abdicamos
de normatizações, de formatações, de cristalizações, acreditamos na mutação e
no movimento que pode ser gerada a partir do encontro com a arte. Coletivxs,
artistas, cênicxs, cena, cine, vocal, som, movimento, dança, performance/misancene.
Somos espaço como provocação a criação nas artes cênicas. Ambiente como
provocação a criação nas artes cênicas. Lugar como provocação a criação nas
artes cênicas. Processo como provocação a criação nas artes cênicas. Produção
como provocação a criação nas artes. Convite como provocação à criação nas
artes cênicas. Urgente como provocação à criação nas artes cênicas. Efêmero
como provocação a criação nas artes cênicas.
Acontecimento como provocação a criação nas artes cênicas. Interior como
provocação a criação nas artes cênicas.
Maçã é na essência experimental e performativo é
processo-laboratório-cena-teste, e desencadeia de pesquisas desenvolvidas pelxs
integrantes dx COATO, que se debruçam nas inquietações de
sujeitx-artistx-coletivx na tentativa de compreender as urgências
políticas-sociais contemporâneas e transformá-las em criação artística. No
processo de investigação consideramos a etnocenologia como pensamento norteia a
construção e desconstrução das respostas. Pensamos que o estabelecido pode ser
uma regra que incomoda e usamos os padrões como entulho do nosso trabalho;
Dessa maneira, estamos preocupados com o que dizer, como dizer, para que dizer
e para quem dizer. Questionar é o nosso verbo que nos coloca em movimento, esse
movimento nos faz mais dentro porque o discurso não é linear nem fechado.
Estamos desconstruindo sempre para não estagnar. Usamos a tecnologia como
auxiliar na aproximação reflexiva das convidadas da encenação; recorremos ao
excesso de imagens, sons, e ações como método de processo criativo que
acompanha o fluxo da vida cotidiana no qual estamos conectadxs. A poética de
estudo nasce da criação colaborativa e de experimentos internos que reúnem
todxs xs artistas envolvidos com propósito de criar a base de uma dramaturgia
flexível e previamente pensadx e elaboradx para tal ação.
A nossa Maçã é urgente, necessária e veio como um grito do COATO
mediante a tanta brutalidade e falta de percepção social com relação às
mulheres. O que é ser mulher? Em uma sociedade que continua estuprando e
marginalizando estas que sempre ocuparam espaço diferenciado, apesar de sua
potencia nas gestões sociais e representatividade no ciclo vital, o que é ser
mulher? (seguimos na busca por respostas). Durante 4 meses vivenciamos um
processo de residência artística no Museu de Arte da Bahia, com o nosso projeto
inauguramos o Laboratório de Experimentações estéticas, e lá podemos
experimentar e testar todas as vontade que surgiam no processo, nos interessa o
difícil, as escolhas difíceis (e foi ai que chegamos, na escolha), por isso o
nome
Maçã, porque a maçã representa a
primeira escolha da mitologia cristã, na qual fomos catequisadamente educadxs,
ela é TRANSgressora, e transgredir é um ato natural que nos interessa. Portanto
falamos do poder do mito e o uso deste mito como arma de manipulação das massas
(a exemplo do que a igreja fez/faz
castrando/doutrinando o sexo em nome de princípios bíblicos) sobre mulher,
política, escolha, física quântica, corpas em trãnsito, binarismo de gênero,
balões, queda, colchões de ar. Nada pode evitar a atração natural da terra que
atrai as corpas para o centro, a queda é inevitável.
Na sua estreia
o resultado desse trabalho, construído colaborativamente com encontros regulares, foi apresentado gratuitamente para cerca de 1.000 pessoas distribuídos em 8 dias de apresentação, como a maioria dos artistas contemporâneos a nos, arcamos com todos os gastos para a montagem e manutenção da obra.
Agora temos a oportunidade de fazer o nosso trabalho circular pelo país através dos festivais universitários; A mostra nordeste de teatro universitário de Guaramiranga – CE (apresentação marcada para dia06 de Setembro); Festival Estudantil de teatro – FETO – MG (apresentação marcada para dia 22 de Outubro). Ambos os festivais são de extrema relevância no cenário teatral do país, com um rico histórico e potência articulação e difusão da arte produzida dentro das Universidades Federais, proporcionando encontro e troca de saberes entre estudantes de arte e comunidade.
Você pode colaborar até o dia 15 de Outubro, assim, garantindo seu apoio podemos viabilizar a primeira viagem e ao final da campanha quitamos as dividas relacionadas às duas viagens.
A equipe completo desse projeto é formada por 11 pessoas, os festivais não garantem as passagens para ida e retorno, como um festival universitário, a UFBA não consegue arcar com o valor total da viagem e isso nos força a investir em formas alternativas para conseguir viabilizar a nossa viagem.
O primeiro passo já foi dado, se você chegou até aqui, lendo esse texto é por que nós acreditamos que você pode ser um apoiador nesse projeto. COLABORE!!!
Você pode ser um apoiador dessa iniciativa.