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Livro sobre os Santos Mártires de Cunhaú e Uruçu
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Livro sobre os Santos Mártires de Cunhaú e Uruçu

ID: 2909807
 A renomada escritora Ana Lígia Lira,  autora de livros como O Diário do Silêncio ( prefáci  do Padre Paulo Ricardo e Padre Gabriel Vila Verde)/ O Peregrino da Fé ( prefáciode Dom Henrique Soares e Professor Felipe Aquino)/ O ver tudo
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Vaquinha criada em: 13/06/2022

 

A renomada escritora Ana Lígia Lira,  autora de livros como O Diário do Silêncio ( prefáci  do Padre Paulo Ricardo e Padre Gabriel Vila Verde)/ O Peregrino da Fé ( prefáciode Dom Henrique Soares e Professor Felipe Aquino)/ O Inquisidor de Cimbres ( Apresentação Padre Duarte Lara) inicia mais um grande trabalho de investigação: a história dos Santos Mártires de Cunhaú  e Uruaçu! 

Trata- se dos primeiros mártires em terra brasileira.  Famílias inteiras receberam a notícia que deveriam ir à missa pois, após esta, seriam lidos avisos reais ( estamos  em 1646). Quando lá chegaram, os Calvinistas trancaram as portas da igreja e promoveram a matança na hora em que o padre elevava a Santa Eucaristia. 

O massacre se repetiu em uma vila próxima,  desta vez os católicos tiveram suas línguas arrancadas e mãos cortadas para que não pudessem pronunciar oração alguma ou fazer o sinal da Cruz antes de morrer. O ministro da Eucaristia teve o coração arrancado pelas costas.

Esta vakinha objetiva financiar as despesas com pesquisas, viagens e a primeira edição do livro. 

Os cem primeiros colaboradores receberão um exemplar gratuito autografado pela autora. Outros cem serão reservados para a divulgação entre influênciadores católicos e um terceiro lote será distribuído gratuitamente em escolas e bibliotecas públicas.

Conheça um pouco mais sobre a história:

Massacre de Cunhaú

O primeiro massacre aconteceu no dia 16 de julho de 1645, durante a celebração a Santa Missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, no atual município de Canguaretama (RN).

De acordo com os relatos históricos, após o padre André de Soveral  realizar elevação da hóstia e do cálice, erguendo o Corpo do Senhor para a adoração dos presentes, Jacob Rabbi, um alemão a serviço da Companhia das Índias Ocidentais Holandesas, trancou as portas da capela e, com uma tropa de índios Tapuias e soldados, ordenou a matança de todos os fiéis.

Massacre de Uruaçu

O segundo massacre aconteceu três meses depois, no dia 3 de outubro, em Uruaçu, hoje parte do município de São Gonçalo do Amarante (RN).

Com as notícias sobre o ocorrido em Cunhaú, alguns católicos buscaram refúgio na Fortaleza dos Reis Magos e numa fortificação construída no pequeno povoado de Potengi, que ficava próximo da Fortaleza, mas foram atacados pelas tropas de Rabbi.

Eles resistiram, mas acabaram se rendendo e foram massacrados às margens do rio Uruaçu. Entre os mortos estavam o padre Ambrósio Francisco Ferro e o camponês Mateus Moreira. De acordo com os relatos históricos, os invasores holandeses ofereceram aos fiéis católicos a opção de conversão ao calvinismo, mas eles escolheram o martírio, e o acolheram entre orações e exaltação a Deus.

A disposição dos fiéis à hora da morte era a de verdadeiros mártires, ou seja, aceitando voluntariamente o martírio por amor a Cristo. Os assassinos agiam em nome de um governo que hostilizava abertamente a Igreja Católica, a religião do governo português, do qual eram adversários.

Foram dezenas de mortos nos dois episódios, mas apenas 30 foram canonizados, sendo 28 leigos e dois sacerdotes, isso porque devido a violência com que foram mortos, muitos não puderam ser identificados.

Amor ao Santíssimo Sacramento

Uma das vítimas do martírio de Uruaçu foi o camponês Mateus Moreira, que teve o coração arrancado pelas costas, enquanto repetia a frase “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. A 43ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, realizada em Itaici/SP, em 2005, aprovou o então Bem aventurado Mateus Moreira como “Patrono dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística”.

 

 

 

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