
O surf é um esporte praticado há centenas de anos, hoje pertencente ao clube de esportes olímpicos. Em 1778, o capitão James Cook, navegante inglês, observou nas ilhas da Polinésia e Havaí como as tribos nativas usavam suas pranchas de madeira sobre as ondas enormes. De lá para cá, o esporte evoluiu muito. As manobras foram se sofisticando, acompanhadas pela evolução da principal ferramenta para a prática: a prancha. Só que essa evolução foi baseada no uso de matérias-primas danosas ao meio ambiente. E, convenhamos, um esporte que tem um apelo à natureza e precisa muito dela não pode prejudicá-la.
Pai e filho se juntaram para realizar um projeto que necessita de uma dedicação plena: desenvolver uma prancha de surf ecológica. Ecológica mesmo, feita com material de origem natural e orgânico. Nossa primeira etapa está baseada no estudo e na aplicação de fibras naturais. Essa fase já está em teste e logo, logo será a vez da prototipagem.
Nosso projeto envolve várias etapas. Inicia-se com a forma aplicada no manuseio da cultura e abrange também o lado social e humano, pois quem trabalha no campo extraindo a fibra precisa de apoio para essa tarefa. E, depois, tem o lance da produção e descarte da prancha. Tudo, mas tudo mesmo tem que ser controlado para não haver danos ao meio ambiente. Para isso, precisamos de recursos que serão, de início, direcionados para a pesquisa e desenvolvimento desses materiais utilizando-se de métodos científicos para obtenção dos melhores resultados possíveis. Parcerias junto a centros de pesquisas já foram firmadas. Agora, precisamos arrecadar recursos para fazermos doações de equipamentos para os laboratórios parceiros. É daí que surgirão novas ideias sustentáveis aplicáveis ao projeto.